O Pequeno Príncipe amedrontado,
protegia-se empoleirado em cima do muro.
Quantas vezes nos sentimos assim,
nas esquinas da nossa rua.
Nem sempre as serpentes são visíveis.
Às vezes escondem-se nas sombras da noite,
outras tantas passeiam ao nosso lado.
Algumas vezes se fazem de amigas
e até mesmo podem roubar nosso namorado.
Assim é a vida que se desenrola,
entre as pombas da paz e os urubus da agonia.
Que hajam muitos beija-flores
esvoaçando na mais pura alegria.
Mas que os urubus tenham a sua vez,
pois também são criaturas de Deus,
cumprindo o instinto de espécie.
Beija-flores e urubus
são instrumentos do Supremo Criador
a mostrar a dualidade da existência,
onde nela as criaturas evoluem seus espíritos,
aparando as arestas das propensões
e deficiências de caráter, aprendendo a conviver
com harmonia e solidariedade.
O Pequeno Príncipe, ingênuo e sem malícia
segue seu caminho protegido por alguém *
que sentiu-se cativado por aquele menino.
Nós, adultos nem sempre perdemos
a nossa ingenuidade e confiamos...
que o outro seja tão verdadeiro
quanto nós somos.
Que o outro jamais nos faça
aquilo que não desejamos a ninguém.
Contudo o discernimento só virá
com a reflexão dos acontecimentos.
Nem sempre a razão se mostra convincente,
quando a emoção toma conta de nós.
Entre a Razão e a Emoção,
tantas vezes desequilibra-se o coração.
Más há que se viver o momento,
já que esta passagem revela-se fugaz.
Há que se ter a consciência,
de que o tempo não volta atrás!
Assim, se tudo o que mais queremos
é ser feliz hoje e nada mais,
então que se colha a rosa amada
protegida do Pequeno Príncipe,
com a certeza de que nela
o imenso Amor faz a sua morada.
Sejamos do Amor cativos,
quando outros braços nos enlaçarem
e chamarem para vivê-lo na plenitude.
Ainda que o Amor nos aperte como feixes de trigo,
ainda assim irá extrair a nossa melhor essência,
os caros perfumes compartilhados a dois,
a fim de que se possa ouvir a mais doce melodia.
Aquela que nossos ouvidos tanto anseiam:
Eu Te Amo!!
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