quarta-feira, 5 de março de 2008

ESTE É O FIM

Este é o fim de tudo,
meu amigo.
O fim,
das aventuras.
O fim,
das descobertas.

Desesperadamente,
perdidos,
num deserto
sem fim,
somos como
cão sem osso.

Consegues ouvir,
o nosso riso,
nas areias escaldantes?

Este é o fim,
meu amigo,
de tudo o que
descobrimos.

A serpente
espera por nós –
e ela é enorme.
Mede 3 quilómetros
e sua pele é fria.

Desesperadamente,
nas mãos de um estranho,
entregamos
nossas vidas.

Este é o fim,
meu amigo,
de tudo o que fomos.

E eu procuro o xamã,
que me mostre
a minha morte.

Este é o fim, meu amigo,
este é o fim,
este é o fim

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