sábado, 22 de março de 2008

Eis-me...

Eis-me a teus pés,
Numa aceitação muda de mim,
Corpo e alma, defeitos,
Inteira no tempo e no espaço,
Resistindo e caindo, levantando trôpega,
As mãos estendendo no apoio que me dás..

Eis-me aqui, uma vez mais,
Plena e vazia
Nua, sem as maldades humanas,
Companheira da mesma estrada.

Calo-me, em meu olhar o nada,
A verdade crua do vazio
Dos gestos que se calam
Na entrega que te faço do meu eu

Eis-me....
Me multiplico, somo, diminuo,
Confusa regra de três
Neste imperfeito mundo
Onde o normal é a loucura,
E anormal é a ternura!


Eis-me, ôca nesta oca,
Em busca de melhora,
Amar deve ser a regra e
Não exceção!

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