quinta-feira, 13 de março de 2008

Dependente

Acaricio aquele rosto, barba por fazer

Corpo saciado, respiração se acalmando...

Um pouco antes tentei retroceder

Mas, hipnotizada, a ele fui me entregando.



Procura-me sempre com a certeza

De quem domina minha vontade...

Um só toque e a chama fica acesa

Meu desejo se consome à sua majestade.




Esqueço as horas, a força foge de mim

Troco o sol pela lua, o dever pela cama

O corpo insiste na palavra "sim"

Mas a razão depois grita e reclama.



Nem sei se evitá-lo vai adiantar

E passar meus dias dizendo-lhe "não"

Se o olhar dele sorrateiramente continuar

Corrompendo o meu fraco coração.

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