Chove chuva, chove!
Deixa que cada pingo teu
se arraste até o estômago das bocas,
essas que gargalham no solo seco.
Os risos são de escárnio!
Que cada gota tua leve consigo,
bem lá nas entranhas, escondidas,
gordas sementes, prestes à vida!
Gota a gota, feche, chuva, as fendas
desses risos que machucam
e debocham do sertanejo.
Jorre cores e verde na terra...
Deixe que o homem se encante
e afugente a fome que o abate.
E as grandes bocas se fechem,
no abandono do desdém.
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