A brisa tem um quê de mar
como se transportasse querer,
voz, sussurros, afeto, carinho
Sentimentos de um ser distante
que deseja amar a todo instante
e escreve pra não se sentir sozinho
Amante de todas as fases e vontades
busca na textura da letra o lenitivo
para aconhegar a alma em conflito
Entre exclamações e reticências
toma consciencia da incompletude
que encobre sua cama de sígnos
O pássaro pousa na janela
trama o canto na palavra
e inunda o verso de sal
É tempo de abraçar o vento
deixar a emoção levar a folha
e abandonar de vez a solidão
Sem comentários:
Enviar um comentário