quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Visão Noturna

Cultiva a severidade no fundo da alma

Pessimista, idealista sem entusiasmo

Rompe o quartzo no machado vil

Em diamantadas noites, quarto sombrio



Finda-se a era em lápide opaca

Adormece no breu o menino triste

Ambição perseverante, rígida e egoísta.

E cai em desgraça a mulher que passa



É como uma estrela cadente

Que se faz astro e cai na vertente

Dormita serena a paz tão perene

Um canto, um choro e um grito solene.



E conta o ouro o pai do tesouro

Centrado em si – um corvo!

Expressão emocional dúbia

Na excentricidade do pessimismo profético



Rebeldia imprevisível na impetuosidade

Intelecto disperso, instinto possessivo.

Impulsividade insolúvel do orgulho inconsistente

Desperta o terror!... Que fazer da vida?

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