Cultiva a severidade no fundo da alma
Pessimista, idealista sem entusiasmo
Rompe o quartzo no machado vil
Em diamantadas noites, quarto sombrio
Finda-se a era em lápide opaca
Adormece no breu o menino triste
Ambição perseverante, rígida e egoísta.
E cai em desgraça a mulher que passa
É como uma estrela cadente
Que se faz astro e cai na vertente
Dormita serena a paz tão perene
Um canto, um choro e um grito solene.
E conta o ouro o pai do tesouro
Centrado em si – um corvo!
Expressão emocional dúbia
Na excentricidade do pessimismo profético
Rebeldia imprevisível na impetuosidade
Intelecto disperso, instinto possessivo.
Impulsividade insolúvel do orgulho inconsistente
Desperta o terror!... Que fazer da vida?
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