Quando sob o influxo da paixão,
minh'alma corria solta pelos campos...
Olhava o céu azul...
o sol...
as sombras que fazia...
o colorido que avivava,
todas as cores, que eu via!...
Quando assim, tomada de paixão,
minh'alma vagava nas campinas,
alegre como uma manhã feita de luz,
onde o sol chega e beija com doçura
a flor menina,
e fica em luz expandido
e refletido, luminoso, no orvalho,
enquanto ele dura...
Assim se expandia a minha alma,
quando nela morava a paixão:
luz, flor, asa, brilho...
e, dançava com a brisa...
e, cantava canção...
E, percorria os espaços,
campos, mares, céus vastos,
plena, livre e calma!...
Onde foi que perdeu o lirismo,
a minha alma?
Onde se esvaziou minha paixão?
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