quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Fugidia

Tinha a elegancia dos violinos
E a tristeza dos alaúdes.
Quando se imaginou sinfonia!

Em certo dia de adágio,
Num estágio de paixão
Quis permanecer musica,
Entre os concertos do vento
E as canções dos ribeirais.

Oh! Flor murchada da razão!
Não mais te pertencer!
Não mais obedecer teu canto triste!
As tuas noites não me convidam mais!

E foi rodopiar Orfeus!

Aconteceu vagando entre as salamandras e os bosques,
E na leveza de um raio de lua entre os coqueirais!

Tinha se transformado em graça e flor
E se escolheu valsando, valsando...

No salão eterno do coração,
No altar da vida em imaginação
Era um personagem de sí mesma!

Era a namorada do príncipe lunar
Era a guardiã dos assopros,

A regente dos madrigais!

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