A porta entreaberta, a cama desarrumada,
teu corpo entre lençóis,
sedas e rendas,
eis o enlevo, o desejo, o cheiro sensual.
Absorto, vago entrelinhas,
o som, o tesão e a lascívia, sou tua presa!
Falo em riste, na penumbra do quarto,
rompe o silêncio ardente e obsceno.
A luz, o carinho,
a sensação de quem perdeu o chão
entre alfombras de nuvens azuis.
Eu aqui, entregue, feliz, saciado,
com vontade de te procurar outra vez.
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