domingo, 12 de agosto de 2007

MEU DESTINO

Igual pluma soprada pelo vento,
Minha alma vaga com incerteza,
Pelo espaço do amor.
Às vezes bate contra alguma rocha,
E pára ferida por alguns instantes.
Mas chega novamente o vento da esperança,
Impulsiona-a à rumo ignorado,
E ela prossegue, sem saber para onde.
Está cansada já de tanta andança,
De tantos vôos incertos,
De tantos rochedos em sua trajetória.
Contudo, não pode parar:
O coração não a deixa sossegada,
Quer amar, quer ser amado;
Quer viver a intensidade do amor,
Mesmo que seja para morrer,
De tanto querer amar, de tanto não ser amado.
Alma e coração, são meus delírios...
O amor e a paixão são meus martírios.
Todavia, prefiro sofrer amando,
A morrer sem ser amado,
Pois o ser que não ama,
Não é um ser,
É o " não ser" no meio de tudo o que precisa ser.
Meu destino é minha dúvida...
Minha dúvida, o sofrimento;
Meu sofrimento, a incerteza de ser amado.

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