Fria linguagem irreverente nos dizeres silentes
das palavras sem aroma que semeia cada boca
comandada por crânios ornando a teia acidental
numa olência que contorna nossas vidas, semeando
o probo imaturo, num esmerado soletro que nos rege!
Ditame que grita no sigilo onde choram discretos
sonhos reclinados e absortos, no semear dos dias
na inexacta ciência, no estagnar dos nadas éticos
onde trazem razões vencidas por ditos ultrajantes,
sentenciando todo o território onde a alma se defende...
São as palavras que me afogam cada dia, em festim
da irmandade prometida e ficada no vago insensível
em mensagens de promessas inomináveis, na carência
frequente nos dias que alicerçam as mentiras e
difundem a vida sempre, em actividade eufórica!...
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