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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

No Ballet da Vida

No ballet da vida
Entre avessos e tropeços
Radiosa, ela me sorri!

Muitas vezes desnuda
Outras sangrando
Aos rodopios tudo muda

Por isso procuro no rastro
Seguir o compasso
Do meu coração

Às vezes estagnada
Outras, alucinada
Caída ao abismo da dor

Ledo engano... Driblo!
E uma corrente de cristal
Puxa-me do umbral

E lenta levito a música
De olhos fechados
De uma forma única

E nessa profundidade
Elevo meus braços
Cantando meu amor

E danço, danço!

Até que vislumbre
Os bordados do ritmo certo
Desfazer o incerto
Embalar a dor

A Deusa dos Teus Dias

Nos traços da cachemira em tradução
Na ilusão de uma deusa nua e indiana
Voejo véus na transparência e sedução

E este amor tão presente traz saudade
Envolvido às danças sutis da verdade
Nos arabescos do adamascado quente


Nos ideogramas estampados da seda
Recebo versos de amor de um passado
Relembro vidas e visões do sonhado


Trago cheiros almiscarados de amor
O jardim florido no castelo entardecer
Em sonhos e visagens às fadas do ser


Recebo o Sol em cores raras e ardente
Numa alquimia de magia as ousadias
Transformo-me na deusa dos teus dias

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

No Ballet da Vida

No ballet da vida
Entre avessos e tropeços
Radiosa, ela me sorri!

Muitas vezes desnuda
Outras sangrando
Aos rodopios tudo muda

Por isso procuro no rastro
Seguir o compasso
Do meu coração

Às vezes estagnada
Outras, alucinada
Caída ao abismo da dor

Ledo engano... Driblo!
E uma corrente de cristal
Puxa-me do umbral

E lenta levito a música
De olhos fechados
De uma forma única

E nessa profundidade
Elevo meus braços
Cantando meu amor

E danço, danço!

Até que vislumbre
Os bordados do ritmo certo
Desfazer o incerto
Embalar a dor

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Perdida?

Não, não fiquei perdida!
Na escuridão desprovida
Deixei-me abater por dor
Até o coração vil incolor

Guardei as quimeras
Reservei à dor a espera
Mansa, calada e ferida? Mas,
Nuvens de flores cobriram o ar

A me ver naquele retrato
Estava tão linda e glamorosa
Uni os cacos, refiz os pedaços
Enfeitei-me de amor

Muito incenso na casa...
Envolvi-me em sedas,
Realcei o meu rosto,
Perfumei o corpo e... Ah!
Cantei um blues bem alto!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Imaginado!

Tantas insônias iluminadas
O gozo lento criando torpor
Jaz vertido por tanto amor

Pedir ao mundo que se finde
Emergir o meu corpo ao mar
Exaltar em silêncio a esfinge

Talvez pra não ter os sonhos
Que não dizem nada ao sono
E querer na manhã acordar

Perpetuar os abraços fortes
Dançando o balé dos corpos
Rodeados de luz feito astros

Nos beijos o amor dividido
Virarmos pássaros coloridos
Fazer florestas ficarem azuis

Seres da minha imaginação
Violetas na cor entrelaçadas
Sermos sombras abraçadas.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Seja Bem Vindo!

Abra a porta minha menina

Deixe a Luz prateada entrar

Não espere a noite terminar

São raios raiados a imantar.





Receba a Luz que vai iluminar

Dê boas vindas com um sorriso

Pois um Novo Ano é chegado

Com raios de amor penetrar.







Feliz Ano Novo!!!

Entre e brilhe 2.010!

Meu Pecado

Um amor se acentua!
Numa fórmula mágica
Cria em cena a escultura
De um corpo alvo à pintura

Na tela rubra cheira a rosa
Poema e mistério à lembrança
Expira os odores do amor
Nos suores chorados de ardor

A mistura de sonhos e sons
No entrelace dos corpos
Num instante o beijo absoluto
Desliza na pele, resoluto

Na silente madrugada
O corpo nu da memória
A espera na alvorada
Do amor ser sua morada

Teu corpo um anjo alado
Com asas de luz e sonho
Meu prazer imaculado
A razão do meu pecado

Segredos da Alma

Trago nos olhos
A saudade febril dos sonhos
A ausência constante da cor
Na cantiga presente no amor

Ouço dos lábios da lua
Palavras duras e cruas
Minha boca hoje tão nua
Destila o fel da desventura

Meu coração tão vazio
Num aperto total desvario
Um opaco cristal sem valor
Em pedra lapidada na dor

Meus sonhos sem enredos
Diluem no ar e entre os dedos
Persiste a lágrima que escorre
Num rosto exangue que morre

Esta flor ressequida
Que hoje se vinga sensitiva
Jaz sem guarida esquecida
Segredos da alma doída!

Hei de Sonhar o Amor!

De que são feitos esses mortais,
Quantas almas endoideceram,
Como se voltadas dos umbrais?

Se te sentes feliz hão de pisar-te
Se notarem brilho em teus olhos
Por certo farão anuviá-los

Arrastando pelo chão escuro
Consomem as luzes do amor
Perscrutas, incitam desamor

Meus versos ocos sem ilusão
Duras rimas devoram o coração
Às sombras caídas pelo chão

Onde estão os sonhos de amor,
Àqueles que os sentem dulçor,
Que amores afagam esse peito?

Trago-vos as flores nos braços
Com elas enlaçamos laços
Olvidas sonhares o verso puro?

Pois, hei de sonhá-los no amor
Que em sua nudez a lua inundou
Bendita, onde o meu gerou

Laços com a Saudade

Na rima do meu poema
Tentei ti versejar
Para meu grande dilema,
Não consegui ti encaixar

Mas isso não é maldade
Tenho laços com a saudade
Atada, não quer mi largar

Teu olhar eterna luz,
Ela não consegue apagar
Esmago essa dor no peito
Não irei-me deixar levar

Bem sei...
Não foste tu, que mataste
Aquele sonho lindo!

Não creio que caia ao abismo
Enleio-te aos meus braços de lírios
Peço-te!
Deixes exalar o perfume no ar!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Meu Pecado

Um amor se acentua!
Numa fórmula mágica
Cria em cena a escultura

De um corpo alvo à pintura



Na tela rubra cheira a rosa
Poema e mistério à lembrança
Expira os odores do amor
Nos suores chorados de ardor



A mistura de sonhos e sons
No entrelace dos corpos
Num instante o beijo absoluto
Desliza na pele, resoluto



Na silente madrugada
O corpo nu da memória
A espera na alvorada
Do amor ser sua morada



Teu corpo um anjo alado
Com asas de luz e sonho
Meu prazer imaculado
A razão do meu pecado

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Se Queres me Seduzir...

Chegue manso, delicado ao me tocar!
Cante versos de amor ao sussurrar
Que tuas mãos sejam feitas pra acariciar
E teus beijos bordem beijos de sonhar.

Mostre os segredos! Aqueles que tens medo!
Que tua alma seja o branco do luar
E possuas a sabedoria dos arcanjos
E que os deuses iluminem os teus anjos.

Serpenteie meu coração de carinho
Com fios de seda, teça o teu ninho!
Traga flores raras com seu chegar!
Espero-te em anseios, carinhosa a te amar.

Sinto no peito que virás me seduzir
E por teu jeito meu corpo conduzir
Aos devaneios loucos da ilusão,
A me tragar em suspiros de paixão.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Hei de Sonhar o Amor!

De que são feitos esses mortais,

Quantas almas endoideceram,

Como se voltadas dos umbrais?



Se te sentes feliz hão de pisar-te

Se notarem brilho em teus olhos

Por certo farão anuviá-los



Arrastados pelo chão escuro

Consomem as luzes do amor

Perscrutas, incitam desamor



Meus versos ocos sem ilusão

Duras rimas devoram o coração

Às sombras caídas pelo chão



Onde estão os sonhos de amor,

Àqueles que os sentem dulçor,

Que amores afagam esse peito?



Trago-vos as flores nos braços

Com elas enlaçados laços

Olvidas sonhares o verso puro?



Pois, hei de sonhá-los no amor

Que em sua nudez a lua inundou

Bendita, onde o meu gerou

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Marcas do Amor

A marca do amor ficou!
Como se beijos fossem cerejas
Tua boca rubra de amor deixou
Meu corpo molhado suando licor

E meus braços tatuados de abraços
Cessaram por momentos em torpor
Ao senti-los enlaçados com tal furor

E a carne em amor chorou!

Selando um momento eterno
Gravado em meus sonhos
Quando feliz, adormeci!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eu sou...

Como um oráculo!
Estabeleço minhas regras,
Onde intuo os meus dons,
À harmonia dos nossos sons

Eu sou a luz do teu abismo
Beijo-te e te afago em lirismo
No encontro à melodia
Faço-te calar com emoção

Eu sou aquela sinfonia
Que encarnada à poesia
Supera a dor, a algesia
E na arte sou alimento amor

Eu sou a lura do teu corpo
A deusa nua, clara e vidente
A lua nas noites de luz ausente
A doce essência, alma presente!

Lúdica Aquarela

Enlaço a criança que um dia me foi

Uma quimera de amor que brotou

A flor que ao meu coração pousou



De tão bela, trazia no rosto o marfim

E eu a observei de uma forma lírica

E a decifrei como poesia única!



Contemplo em memória, a menina

Que vi crescer e assim desabrochou

Um sonho vivo que me presenteou



Tanto guardo em tela à minha alma

No desenho lúdico, o rostinho dela

Num anjo dourado, pastel aquarela

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Lembranças

Lembranças que eu criei e sei
Que em sonhos devaneei
E na vida, a cores vivenciei


São pedaços do amor guardado
No coração de rubor inundado
Sementes plantadas no corpo
Que hoje alojam meu porto


São pedras fiadas às ilusões
Na boca, pequenas canções
Que transbordam do beijo teu
Um mar de êxtases no lábio meu!


São ternuras de um amanhecer
Tendo-o meu e sedento me ter
É a saudade deste amor bonito
Que sublimo e se torna infinito

Sentido na Emoção

Guarda meu amor em teu coração

Ele foi intenso e sentido na emoção

Fora a fronte dos desejos, meus ais

Nos sonhos delicados, cantos iguais



Deixa que ele repouse em teu peito

Guarda-me ao teu jardim num preito

Rega a rosa escarlate em tua janela

Enquanto viva, se mostrará bela



Verás desabrochar o voo dos passarinhos,

E aos teus olhos tecerem um ninho

Abrindo a porta e não te estar sozinho



E a mim, que ama o amor doce e puro

Reserva dor e solidão no silêncio escuro

Enlaçada aos véus da magia de amar

Sem olhos para chorar...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Perdida?

Não, não fiquei perdida!
Na escuridão desprovida
Deixei-me abater por dor
Até o coração vil incolor

Guardei as quimeras
Reservei à dor a espera
Mansa, calada e ferida? Mas,
Nuvens de flores cobriram o ar

A me ver naquele retrato
Estava tão linda e glamorosa
Uni os cacos, refiz os pedaços
Enfeitei-me de amor

Muito incenso na casa...
Envolvi-me em sedas,
Realcei o meu rosto,
Perfumei o corpo e... Ah!
Cantei um bleus bem alto!

Sentindo na Emoção

Guarda meu amor em teu coração
Ele foi intenso e sentido na emoção
Fora a fronte dos desejos, meus ais
Nos sonhos delicados, cantos iguais

Deixa que ele repouse em teu peito
Guarda-me ao teu jardim num preito
Rega a rosa escarlate em tua janela
Enquanto viva, se mostrará bela

Verás desabrochar o voo dos passarinhos,
E aos teus olhos tecerem um ninho
Abrindo a porta e não te estar sozinho

E a mim, que ama o amor doce e puro
Reserva dor e solidão no silêncio escuro
Enlaçada aos véus da magia de amar
Sem olhos para chorar...