quarta-feira, 2 de julho de 2008

Travessia dos meus mares

O vento traz vozes de altos mares,

são recados d’outro lado da areia

que atravessaram luas e ondas

arrastando o desejo de alguns estranhos.





Deveríamos fazer pontes sobre os mares,

caminhar além das ondas, sobre todas,

por ora, com o desejo de sentimento ínfimo,

passa devagar a solidão no convés virado pra lua.





Tenho guerras internas muito mal resolvidas,

tenho força somente para sonhos, bons e rápidos,

uma grande escada que planejei para meu uso,

um refúgio, um recuo no meu tempo de dizer não.





Caminho deslizando pela vida como se fosse água

tem prazer no meu pequeno mundo de sal,

poucos são os lugares para tormentas de ontem,

talvez seja eu um porto, não seguro, apenas eu.

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