terça-feira, 15 de julho de 2008

Quando o amor não basta

Houve céu no cenário da ilusão,
luzes tantas na dança destemida,
que mal pode sufocar a emoção
sem rédeas, na seara proibida.
Quando o pouco seduz e alucina
e o sonho se perde numa esquina,
resta apenas a dor não dividida.

Mágoa oculta incomoda a covardia.
No degredo, os ensaios de lamento
vão marcar o voar d'alma vadia
nos espaços sem luz do firmamento.
Busca eterna, razões não encontradas,
longas pausas de pautas remendadas
que acordam novas rimas na poesia.

Noutra esfera os encontros são precisos
e os acertos far-se-ão em harmonia.
Nada escapa! Os amores são concisos
quando a noite é engolida pelo dia.
Longa espera... Vencido o julgamento.
Sorri a nau, liberta do tormento.
Vive, enfim, a mais bela fantasia!

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