sábado, 12 de julho de 2008

NÂO ME CALAREI

Sempre lutei
no meu trabalho
pela liberdade
e igualdade…
não percebendo
a profundidade
de minhas palavras
vi-me deslocado
castrado
imolado
pelos próprios amigos.

O patrão
de arma sempre na mão
ouvia meus discursos
com relutância
se me dispunha a esclarecer
o trabalhador
sem favor
com toda a elegância.

Ergui alto o pendão
meu coração
que era de todos
os que me ouviam
discutiam
o que tinha para oferecer…
meu ser
todo esse querer
de um vida mais digna
que não se resigna.

No fim
fiquei eu a sós
mas que seria de nós
se não houvesse quem
lutasse por todos
os que não têm voz?

E no final
sem julgamento
veio o despedimento…
afinal
falar do que está mal
como algo residual
incomoda muita gente
indiferente
ao intenso labor
do trabalhador.

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