quarta-feira, 9 de julho de 2008

Negra noite

Existe tempo certo,

noite sem meio,

horas que furtam,

minutos que dormem

no colo da sorte.





Correm as luzes do céu,

são 9 horas

e logo é madrugada,

nos olhos ainda tem sono

do sonho que parou.





Desperto o olho da lua

quando fico acordado,

até mais, bem depois do tempo,

antes de fazer amor,

muito distante de dormir.





Arrasta-me o corpo,

a noite vira espanto

dentro na cabeça,

meu desejo é carnal,

as mãos perecem vazias.





Inocente por agora,

como água que corre o rio,

na cabeceira um não,

um abajur desligado

e a noite correndo embora.





Desisto ao amanhecer,

o sol fecha a noite sem nada,

treme a carne ainda fria,

o beijo estragou com a espera,

o sono se perdeu na negra noite.

Sem comentários: