quarta-feira, 9 de julho de 2008

A NATUREZA SOFRE

Penetrei no silêncio do arvoredo,

Orientado pelas curvas do rio.

Um silêncio tétrico, frio,

Senti medo...

Ouvi pios, senti arrepio.



Lá, depois do rio,

Cantava um sabiá,

Encantei-me, fui lá,

Mas tudo era mistério,

até o canto do sabiá...



Árvores imensas

Abrigavam o passado.

Em silêncio fiquei a espreitar.

Nada via além daquele rio sinuoso,

Que deslizava e fugia silencioso...

Não havia, sequer uma borboleta,

Talvez, porque não houvessem flores.



Olhei em meu derredor,

Vi galhos secos ao chão,

Apertou-se meu coração,

Senti frustração

E Saí dali.



Voltei para o mundo,

Encontrei um ambiente sofrido.

Tive um desejo profundo

De entender esse mundo,

Senti-me perdido...



Esse é o mundo da incoerência,

Por isso, a natureza vive triste,

O dedo do homem em riste,

Determina a violência...



Todos ferem, sangram a floresta,

Não há mais alegria, nem festa

Das flores

Já quase não se vê colibris,



Aos pouco some-se a beleza

E tudo se torna triste...

A natureza sente dor!

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