sábado, 19 de julho de 2008

Lágrimas que Calam

É, é assim

que te vejo

rodando e rodando,

sobe o dourado luzeiro,

reluzindo, adentrando

em vias e vilas,

marcando e desfrutando

num rosa perolado,

a senda, a pétala flor,

do meu puro e simples

versar!



É, é assim

que te quero,

silenciosa e silenciosa,

sobre a pele carente,

refletindo, flutuando

em veios e cidadelas,

desenhando e frutificando

num azul firmamento,

a cena, a folha flor

de todo sentimento,

guardado no peito!



É, é assim

que te sinto,

verdadeira e verdadeira,

entre a tábula dos guerreiros,

divagando, melindrando

em córregos e lagoas,

fantasiando e calando,

num vil colorido,

a ciranda, a planta flor

que ri, que canta, que chora,

nos orvalhos do anoitecer!

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