É, é assim
que te vejo
rodando e rodando,
sobe o dourado luzeiro,
reluzindo, adentrando
em vias e vilas,
marcando e desfrutando
num rosa perolado,
a senda, a pétala flor,
do meu puro e simples
versar!
É, é assim
que te quero,
silenciosa e silenciosa,
sobre a pele carente,
refletindo, flutuando
em veios e cidadelas,
desenhando e frutificando
num azul firmamento,
a cena, a folha flor
de todo sentimento,
guardado no peito!
É, é assim
que te sinto,
verdadeira e verdadeira,
entre a tábula dos guerreiros,
divagando, melindrando
em córregos e lagoas,
fantasiando e calando,
num vil colorido,
a ciranda, a planta flor
que ri, que canta, que chora,
nos orvalhos do anoitecer!
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