Gosto de ti não somente pelo que és, mas pelo que sou quando estou contigo.
Gosto de ti, não apenas pelo que consegues de ti mesmo, como também pelo consegues de mim.
Gosto de ti, porque pousando a mão sobre o meu coração cheio de coisas, desprezas as tolas, as frívolas e fracas, que entretanto não podes deixar de entrever, e sublinhas de luz todas as belas e radiantes qualidades que ninguém mais, indo bastante ao fundo, soube ver.
Gosto de ti por ignorares que sou capaz de ser insensato, e só quereres saber que sou capaz de ser bom.
Gosto de ti por fechares o ouvido às minhas discordâncias, e aumentares a harmonia que há em mim, ouvindo-a com benevolência.
Gosto de ti porque me ajudas a armar a estrutura da minha vida, não em taverna, mas em templo; e a das minhas lidas cotidianas, não numa censura, mas numa canção.
Gosto de ti, porque fizeste mais do que qualquer crença seria capaz de fazer por me tornar bom; e mais do que qualquer acaso seria capaz de fazer por me tornar feliz.
Tudo isto fizeste sem um contato, sem uma palavra, sem um gesto. Isso tudo fizeste, sendo somente o que és.
Talvez seja isso o que se entende por Amizade
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