sábado, 19 de julho de 2008

Despedida

Se soubesse meus caminhos perderia a graça,

tenho medo, mas coragem quando necessário,

que meu amor seja conquistado e não doado,

a palavra dita com os olhos, como as juras.





Tenho vontade de mudar o mundo, mas não,

não saberia como caminhar sem ruas

ou nas avenidas que eu mesmo desenhei,

toda metade foi feita por mim à outra é descoberta.





Sou abrigo, às vezes abrigado quando careço,

tenho música na alma para quando choro,

poucas são as lágrimas derramadas pela dor,

alegria é a vida que me leva ao sol d’outro dia.





Se um dia voltar de onde vim, talvez chore,

sentirei o amor que deixo nas pessoas que ficam,

não sou homem de partidas, preciso sempre estar perto,

todo o carinho que levo seja do amor de quem amo.





Quando no céu abrir um buraco, é minha hora,

agradeço o abrigo, os abraços, o amor que aprendi,

levo comigo muitas loucuras, de amar, de sonhar,

quando voltar ao meu céu deixo aqui metade do que sou.

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