quarta-feira, 16 de julho de 2008

Balada

Amei-te muito, e eu creio que me quiseste
Também por um instante nesse dia
Em que tão docemente me disseste
Que amavas uma mulher que o não sabia.

Amei-te muito, muito!
Tão risonho
Aquele dia foi, aquela tarde!...
E morreu como morre todo o sonho
Deixando atrás de si só a saudade!

E na taça do amor, a ambrosia
Da quimera bebi aquele dia
A tragos bons, profundos, a cantar...

O meu sonho morreu... Que desgraçada!

E como o rei de Thule da balada
Deitei também a minha taça ao mar ...

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