sábado, 12 de julho de 2008

Alma

Minha alma foi de mim, não sei quando,

apenas não a sinto, não me aquece,

quando mãos caminham entre as peles cruas,

renovando cada centímetro de carinho.





Esperei muitos dias em uma vaga ocupada,

no espelho ainda um recado sem imagem,

incertezas são metades de felicidades

que rodam meu corpo impuro sem alma.





Qualquer dia vem a certeza do tempo esperado,

pouco importa a demora do destino,

quero luz que me eternize, quero alma nova,

nem que seja momento antes da minha morte





Na minha memória nenhuma voz conhecida,

as luzes que vejo são de outro olhos,

pequeno momento de toques me reanima,

como se a vida voltasse lenta e continua.

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