Às vezes, quando falo de teu corpo, é porque já amo tua essência.
E se falo é porque o desejo.
Mas daqui a pouco vens me falando em forma de cânticos.
Cheia de medos, de dúvidas. Ansiosa és e assim me deixas.
Ah! esse teu jeito me mata e me deixa a pensar tantas coisas...
Não se esqueça de falar de coisas que sentes vontade.
Siga teus impulsos naturais.
Suponho que jamais iremos nos ver.
Mas estamos penetrando um na alma do outro.
Isso está no centro do nosso desejo, muito além de nossas forças.
Peço-te para que sintas a paz que esse nosso encontro nos deu.
Essa distância, que afasta corpos, é a mesma que juntou as nossas almas.
Por isso preciso sempre saber de ti.
Claro que te quero bem, te amo e trago comigo sempre os melhores sentimentos para ti.
Mas sabes desse meu jeito, assim como sei do teu.
Refiro-me ao jeito de gostar e de amar um ao outro.
Coisa estranha e tão clara.
Imperceptível aos olhos e à sensibilidade de
muitos.
Olho em ti e sinto vontade de oferecer-te um poema.
Tu, merecedora que és de tantos poemas.
Musa dos embevecidos, sol dos retirantes, brisa mansa dos quem têm fé na vida.
Tu que tens encantado a tantos não ignora o olhar que mora em mim.
Seta que vê em ti uma jovem enamorada.
Olhar de quem vê além da hora marcada, além do hoje, do agora.
Mas que vê e percebe o amanhã, principalmente quando nele não estou.
Isso chega a me fazer pensar, mas logo esqueço e te procuro aqui.
Eu sou assim. Não sei ser diferente.
Por mais que o mundo me indicasse caminhos outros que não esse em que estou.
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