No poema,
Um verso em branco.
Na dor sem medida,
O tempo pronto,
No corpo que expira
Sem tema...
Aos olhos do mundo,
Alma calada.
Na folia da agonia
O ecoar do nada.
Sonho desfeito
Adormece em leito frio,
De voar perdeu o jeito
E recolheu-se arredio.
Nas mãos trêmulas do poeta,
Folha branca, sem traços...
Nenhum fio de luz se manifesta,
Inspiração deita em cansaço.
Assim, na mente escura
O obscuro entrelace,
Num ser fraco e forte
Sempre à procura
Da rima que renasce...
Então ele insiste, resiste,
Em total silêncio
Sentimento vasculha,
Mas não encontra
A cor exata,
Que defina sua sina
E a solidão vence,
Silenciando-o
Antes da própria morte
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