quarta-feira, 15 de agosto de 2007

VEREDAS

Suspiram as folhas qual borboletas
num balouçar tão suave que prateia
lençóis reverdecidos à luz da lua cheia
e nas asas carregam cores de estrelas.


Augusto é o semblante do bronze adornado
pelo espelho de amores qual dourado singelo
espalhando na relva a magia do fado mais belo
que enaltece o cenário em cordões nacarados.


Um rio de esperança onde deito rubis em amor
escorrendo diamantes entre seixos floridos
levando a ele o perfume da mais linda flor,


uma vereda cortando brumas e ventania
entregando a alma e os cinco sentidos
da cerejeira ao carvalho naquela serrania.

Sem comentários: