Inepto, totalmente indefeso
preso e ao mesmo tempo aberto...
Um ser que enrijecido, teso,
busca algo concepto
no lobrigar de uma caminhada
que não abriga flores...
Um querer reteso
que faz-se sem nexo,
à medida em que o peso
paralisa o acesso...
Obsta a estrada.
Mata amores...
Não foi essa selva que sonhei pra mim...
Não queria estar preso entre pedras,
como se meu estágio/vida se cumprisse assim
qual medo que degreda...
Estar imerso em conjeturas,
e cimbrado por injúrias
não poder respondê-las,
simplesmente pelo fato
de que todos os meus atos,
fazem-se opacos,
neutralizando meus passos,
postando-me imóvel
- ser lítico qualquer -
que não pode, porém quer...
Uma penúria acentuada faz-se,
e mesmo que os raios de sol
incidam-se sobre minha face,
quem absorve o calor
é a espessa pedra que aniquila
meus movimentos...
Muitas dores, nenhum lenimento.
Um total banimento.
Que saudade meu Deus,
do livre arbítrio, do sentimento...
Eis-me contido
no sombrio que medra...
Eis-me sem movimento
inserido nessa estranha selva de pedra...
1 comentário:
Ótimo, peço sua licença lírica para fazer uso de suas palavras bem desenhadas, não em minha defesa mas, no meu espanto pelo banimento inesperado de um certa comunidade digital, as pedras em mim atiradas são virtuais mas seus efeitos muito reais. Obrigado.
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