quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A ilusão

Permita-me não saber dos sonhos,
quero apenas viver,
quando a vida balança entre um eu
e outra pessoa que não passou.


Quero ser o humano ser,
não o que aponta,
não sou terra de um campo vazio,
posso ser seco apenas depois do choro.


Enquanto há névoa pela manhã.
é prenuncio de sol,
mais tarde vem a boca que come
e beija no amor que dôo.


Escute a música dos ventos,
não lamenta a tempestade que vem,
avisa o incauto que depois tem sol
e o céu continua sobre a cabeça.


Deveria o humano ser mais sonhador,
não queixar da amanhã até a noite,
olhar noutros olhos de paixão e cintilar,
como se fosse um deus desenhando estrelas.

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