Sinto seu corpo em descanso,
manso...
um lago sem vida,
que não responde sequer ao toque
de uma pedra roçando em sua tona.
Sentimentos guardados em estoque,
prestes a se extravasarem de mim a qualquer momento,
não revolvem seus instintos lamacentos.
Sua placidez é cristalina.
Mergulho o olhar em seus abismos,
cismo...
quero achar os mistérios escondidos,
as águas turvas e traiçoeiras,
mas um nevoeiro encobre sua alma...
perco a calma.
Nem espero o vento dissipar a bruma...
embarco largada à própria sorte,
sou mais uma...
deslizando para a morte.
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