domingo, 19 de agosto de 2007

Águas Traiçoeiras

Sinto seu corpo em descanso,
manso...
um lago sem vida,
que não responde sequer ao toque
de uma pedra roçando em sua tona.
Sentimentos guardados em estoque,
prestes a se extravasarem de mim a qualquer momento,
não revolvem seus instintos lamacentos.
Sua placidez é cristalina.
Mergulho o olhar em seus abismos,
cismo...
quero achar os mistérios escondidos,
as águas turvas e traiçoeiras,
mas um nevoeiro encobre sua alma...
perco a calma.
Nem espero o vento dissipar a bruma...
embarco largada à própria sorte,
sou mais uma...
deslizando para a morte.

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