Eu sou um palhaço, que brinca com a vida,
Vede como eu sou cómico e improcedente.
Quem teve o condão de a ter na mão indevida,
Não merece compaixão nem riso de gente.
Tudo ao meu redor foi um sonho proscrito,
Nunca duvidei de ninguém, talvez de mim.
Certamente não estarei aqui inscrito
Para subir ao céu, de tão distante que eu vim.
Cedo conheci a política e formei meu parecer,
Da igreja fujo a sete pés, tal a desdita,
Que tudo fez nesta vida para me perder.
Por isso sou agnóstico com toda a convicção,
Anarquista até à pele, e não me calo se a dita
Igreja é um cemitério sem sentido nem razão.
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