Na lascívia em que me abandono,
ânsia da espera de tua cobertura,
meu corpo treme. És meu dono!!!
Paixão, nos entremeios de ternura...
O que me envolv`alvura da pele,
esta rubra e fina organza macia,
a ti chama , inda que muda apele
que minh`espera não seja utopia.
Se não ouves silencioso chamado,
percebas ondulantes ondas sonoras
que rasgam o espaço ao teu lado;
dança vibrante que soa em horas.
Não permitas que cansaço me vença
que eu me recolha ao leito sombrio.
Sozinha nele, virá minha descrença,
pingos, meu suores, laivos de fastio.
Espero-te!
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