As vezes me solicito,
eu mesmo, gesto finito
procuro conter no meu seco grito
as remembranças de minhas vontades.
Coisas de infância...
Não quero que morra em mim
a capacidade tenra e dócil,
de nunca encarar o fim
como algo inevitável...
Eu sou em realidade o viver que se estampa,
dentro do que se faz tangível e estável,
na amplidão de meu olhar além...
Quando contemplando absterso, do meu mirante,
minhas visões se avolumam preenchendo o instante
pois que sei que meu olhar de criança,
eternizou-se, fez-se solene, perene...
Por isso lá dos meus internos algares
onde as visões amedrontam,
por se saberem inda temidas,
eu lanço ao ar todas as minhas intenções
plenas, soltas. admissíveis e incriadas.
Todos os meus sorrisos que jamais
perderam-se no nada,
e nessa imensa roda/dança
vejo-me solto, imagem totalmente inteira,
enquadrada mum olhar meu,
puro olhar da criança
que em mim pulula grita...
Dá-se e se agita.
Faz-se portanto em mim,
o que realmente me define,
o que realmente fica...
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