sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Patriótico - poema 32

Áspera vida
Maltrato. Descuido
E eu vou caminhando
sem afago...sem toque...
sem acabamento
Procurando,
desesperadamente,
um trapo,
uma emenda,
algo pequeno
que ao menos me esquente

E sigo
junto ao meu povo
De repente, uma notícia
Um novo susto.
E as horas desvalidas
arrastam-se
Às vezes, cresce uma pústula
Outras vezes, um político
E a vida nesta terra
pulula
erros, misérias, equívocos
Nada muda!
Eu grito
mas a vida besta terra
...
muda

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