sexta-feira, 7 de setembro de 2007

MANHÃ

Nas águas de um poço aberto,
a lua ainda me pinta com seus raios
enquanto no horizonte surge a aurora.
Nele, busco antigos risos e os encontro
em imprecisos silêncios.

Com o saber das montanhas,
aprendo palavras que nunca se calam.
Abro-me à vida para recebê-la mais um dia:
quero ganhá-la, quero senti-la,
quero intensamente vivê-la!

A manhã bebe sedenta o meu olhar,
refletindo o que percebo e acolho
nessa lição diária de ressurreição
e regresso para a vida...
e se abre dourada, e plena me rodeia!

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