Procuro-te no éter, nos enigmas, na oração,
Busco-te no opaco a remanência do teu viver...
Sumistes, quem sabe, na frigidez das frustrações.
Ficaram indeléveis sulcos das tuas pegadas
No meu coração .
..
Diviso na bruma, apenas cometas desorientados,
Cruzo as cruzes da minha imponderação,
Nada resta dessa minha falha imaginação,
Senão a onírica, alucinante procura...
Na tua ambulante vida, talvez, preferes
O ruído inaudito, creio, abafado dos astros,
Ao sussurrar de palavras doces , humanas,
De onde emerge o calor das paixões...
Cá estou a sonhar, pensar no impossível,
A querer desvendar os mistérios do amor
Quem sabe! Como o milagre cura a dor,
Espero o abordo do imprevisível.
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