Oh, dama linda
Da pele escondida em renda
na cor dos cabelos
na delicia do chamego
do jeito, já com sabor de saudade
Oh, dama macia
Sua beleza sempre é preferida
Suas madeixas tão lindas
Sua boca na cor do desejo
Oh, dama da camélias
Seu perfume com sabor de ventre
se misturam por vezes
dentre os dentes
Oh, dama dos tempos
Quando menina, tão desejada
Quando madura, tão qualificada
Quando antiga, tão querida
Oh, dama da vida
Imaginavas dentre os prazos exigidos
Por tantas vezes julgando-se esquecida
Por tantas, adormecida
Das tantas vezes judiada
De quando procrias a exuberância
Discretamente é percebida,
nos atos de ida e vinda
Hoje, sem elóquios
Falando do presente, passado e futuro,
concernentes aos tantos homens de fato
que até hoje te amaram.
Sem dúvidas digo ao mundo.
Oh dama misteriosa!
És como o ar!
Nessa dança estranha de se enroscar
Todos jamais deixaram de te venerar...
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