quinta-feira, 16 de julho de 2009

Piano abandonado

Estou como o piano velho no canto da sala vazia,
o som das minhas palavras já não é ouvido,
sinto que a magia apagou, as mãos pararam no ar,
já não tenho seu toque, não como antes.

Quero os corpos, como a música, tocados à quatro mãos,
os corações escrevendo a melodia à duas paixões,
o perfume exalando entre as peles coladas,
o som forte das batidas se confundindo no peito.

Quero todos os gemidos e urros de quando faz amor,
corpos mexidos, tocados como se fossem teclas,
da magia dos sons à mistura dos gostos,
no ato simples de querer, amar o amor do outro.

Não deixe o piano esquecido no canto escuro,
diga que estamos entre luzes fortes,
deixe que os sentidos nos agucem nesta noite,
ao som do piano, antes abandonado, fazer amor

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