Ao mar,
jogo minha jangada,
ao tempo escrevo meus versos,
lançando aos ventos minha voz
murmurante, entregue
ao dançar de teus cabelos!
Entre os salões,
tu, em roupa dormir,
embriagando-me, no passo sutil,
sobre pétalas, sob a luz da paixão,
soltando-se em teu olhar!
O abraço,
o suspiro em falsete,
revelando-te em boleros,
em íntimos relevos,
rara e infinita beleza!
O beijo molhado
o sabor do amor em pecado
bordando em teu céu, a cumplicidade
da escrita, da bebida, da nudez,
do sublime romance,
que és tu,
mulher de todas as rosas!
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