sexta-feira, 17 de julho de 2009

Céu cinzento

Voltam nuvens e dão voltas,

perguntam-me se quero ser,

homem com graça de menino

ou louco apaixonado a correr.





Revira a chuva no céu apagado,

revolta no estomago o que sinto,

preciso falar, espalhar o mundo,

de amor se morre ou apenas minto.





Gota a gota a saudade molha a pele,

jamais vou a procura do não,

o frio gela inconsequente a alma,

ainda assim, coloca juras noutro coração.





O amor não escorre de nuvens,

sob o céu cinzento o amante mente,

quando os corpos têm vestes iguais,

nas cabeças os amores são dementes.

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