quinta-feira, 16 de julho de 2009

Amor insone

Coloque estradas sob meus pés,

palavras na minha língua,

brilho nos olhos que carrego

cego como a solidão insone.





Por detrás de alguma casa

um rosto se esconde,

uma noite que passa e me rouba

cada sonho de ontem.





Impiedosa noite da despedida,

ouve-se uma canção sem nexo,

partituras esquecidas sobre o piano,

como esquecido fui após o beijo.





Voltarei aos olhos de ontem,

um dia devolverão meus sonhos,

daí então caminharei com meus pés,

a que amo, beijarei com minha boca.





Apaguem a luz dos olhos,

fechem as janelas, as cortinas,

coloque os corações a dormir, volto,

um dia, um talvez, um para sempre.

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