Aquela mesma luz perdida na distancia,
Que a criança vê em toda sua infância,
Inda brilha no ponto em que outrora estava,
Como se fora um sol que tudo iluminava.
Nessa fase, na borda escura da floresta,
O passaredo, ali reunido, todo em festa,
Cantava nos ipês, beijando-lhes as flores,
Haurindo de seu caule esplendidos olores.
Foi aí que se fez feliz a minha vida,
A me embalar a alma, em costumeira lida,
Mas a euforia que eu tinha não me informava
O que em outras manhãs a vida me aguardava.
E os vis tropeços que em minha vida eu tive,
Que deles a lembrança ainda em mim revive,
São lances vivos que ainda minha alma sente,
Repercutem o seu doloroso efeito no presente.
Terminada que foi a dor do meu sofrer,
Eu consegui, enfim, a custo refazer,
Com pétalas do chão, caídas de uma rosa,
Outra rosa de cor vermelha e perfumosa.
Agora está feliz no vaso em que se abriga,
Fazendo-me esquecer as tramas de uma intriga,
De uma requesta, de uma dura e longa história,
Que me trouxe, afinal, os louros da vitória!
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quarta-feira, 3 de outubro de 2007
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
ADORO
Nunca imaginei que chegaria aonde cheguei.
Amor como o nosso só acontece uma vez.
Um grande amor enfim eu encontrei.
Meu mundo ganhou vida, uma nova beleza.
Em ti encontrei paz e carinho que satisfaz.
Como é bom te beijar, te amar e te sentir.
As tristezas não conseguiram nos derrubar.
Vivamos o momento sem medo do amanhã.
Esse grande amor viverá para sempre.
Como é bom te amar e te sentir,
No ontem, no hoje e no agora.
Quem ama acredita no impossível!
Nunca mais vou te deixar ir embora,
Preciso de ti, de teu carinho, dos teus beijos.
Tudo que eu mais desejo é estar contigo,
Porque tudo o que eu quero é te amar...
Amor como o nosso só acontece uma vez.
Um grande amor enfim eu encontrei.
Meu mundo ganhou vida, uma nova beleza.
Em ti encontrei paz e carinho que satisfaz.
Como é bom te beijar, te amar e te sentir.
As tristezas não conseguiram nos derrubar.
Vivamos o momento sem medo do amanhã.
Esse grande amor viverá para sempre.
Como é bom te amar e te sentir,
No ontem, no hoje e no agora.
Quem ama acredita no impossível!
Nunca mais vou te deixar ir embora,
Preciso de ti, de teu carinho, dos teus beijos.
Tudo que eu mais desejo é estar contigo,
Porque tudo o que eu quero é te amar...
sábado, 14 de julho de 2007
SONHOS E ANSEIOS
Os sonhos nunca serão velhos,
na sua eterna criancice de estufar os dias
como se fossem bolhas de sabão,
frutos de tempo,
bolas coloridas de soprar...
As vezes tenho saudade
de coisas que não sei dizer,
dor que aperta, machuca,
em nem sei porque...
Se o tempo atenuar a dor
vou arrancar as folhas dos calendários,
adiantar os relógios
para encontrar a data precisa
em que a dor não é mais dor,
mas sim recordação...
Quero morrer nos braços da poesia,
nos arroubos sem fim da fantasia,
pois ela é a testemunha de uma peleja,
em que eu jogando com a vida,
ganhei os sonhos de um amor (e)terno!
na sua eterna criancice de estufar os dias
como se fossem bolhas de sabão,
frutos de tempo,
bolas coloridas de soprar...
As vezes tenho saudade
de coisas que não sei dizer,
dor que aperta, machuca,
em nem sei porque...
Se o tempo atenuar a dor
vou arrancar as folhas dos calendários,
adiantar os relógios
para encontrar a data precisa
em que a dor não é mais dor,
mas sim recordação...
Quero morrer nos braços da poesia,
nos arroubos sem fim da fantasia,
pois ela é a testemunha de uma peleja,
em que eu jogando com a vida,
ganhei os sonhos de um amor (e)terno!
TODO LOUCO É FELIZ
Ó tu, o mais louco de todos os homens,
Ó tu que aspiras a sabedoria, pensa,
Em todos os sofrimentos, os espinhos
Da sabedoria que te fazem sangrar a alma.
O louco ao falar, diz loucuras francamente.
O que ele traz na alma está escrito no rosto.
Já o sábio tem duas línguas, uma para a verdade,
Outra que oculta ou dissimula seus pensamentos.
A fortuna ama os insensatos, os ousados.
Vereis que sem dinheiro nada se consegue.
E como os sábios desprezam o dinheiro.
Não é de pasmar que todos os evitem.
Não há pois, diferença entre os sábios
E os loucos, ou se há é a favor dos loucos.
A sua felicidade, consiste na sua opinião.
Enquanto a dos sábios é comum a inúmeras outras.
Não se glorifique na sua sabedoria!
É infinito o número de sábios loucos.
O homem que oculta a sua loucura,
É superior ao que oculta a sua sabedoria
Ó tu que aspiras a sabedoria, pensa,
Em todos os sofrimentos, os espinhos
Da sabedoria que te fazem sangrar a alma.
O louco ao falar, diz loucuras francamente.
O que ele traz na alma está escrito no rosto.
Já o sábio tem duas línguas, uma para a verdade,
Outra que oculta ou dissimula seus pensamentos.
A fortuna ama os insensatos, os ousados.
Vereis que sem dinheiro nada se consegue.
E como os sábios desprezam o dinheiro.
Não é de pasmar que todos os evitem.
Não há pois, diferença entre os sábios
E os loucos, ou se há é a favor dos loucos.
A sua felicidade, consiste na sua opinião.
Enquanto a dos sábios é comum a inúmeras outras.
Não se glorifique na sua sabedoria!
É infinito o número de sábios loucos.
O homem que oculta a sua loucura,
É superior ao que oculta a sua sabedoria
sexta-feira, 13 de julho de 2007
TEMPO DE PARTIR
Há tanto destino parado
Nos ponteiros que andam!
De tanto magoar,
Nos momentos de agonias;
De tanto carregar
A cruz de tantas vidas,
Eles mesmos já têm a forma
De uma cruz ou de um punhal
Que fere e mata no derradeiro instante.
Um sobre o outro, debruçados...
Como duas metades do tempo, dobradas...
Como um livro de horas,
De doze páginas, que se fechasse...
É tempo de partir!
Nos ponteiros que andam!
De tanto magoar,
Nos momentos de agonias;
De tanto carregar
A cruz de tantas vidas,
Eles mesmos já têm a forma
De uma cruz ou de um punhal
Que fere e mata no derradeiro instante.
Um sobre o outro, debruçados...
Como duas metades do tempo, dobradas...
Como um livro de horas,
De doze páginas, que se fechasse...
É tempo de partir!
quinta-feira, 28 de junho de 2007
ROSA
Vejam só como é linda, como é bela,
No estípite, na haste que a segura!
As pétalas são todas de veludo.
E ostenta a formosura da donzela.
A flor que adorna o vaso é sempre aquela,
Cujo aroma nos enche de ternura.
A flórea tessitura é casta, em tudo,
Seja branca, vermelha ou amarela.
A natureza fê-la suntuosa,
Depois, envaidecida, entre jasmins,
Apreciava aquela obra primorosa.
Das flores, a rainha, a mais formosa,
A que enfeita os canteiros, nos jardins,
Dentre todas é a rosa, a mais mimosa.
No estípite, na haste que a segura!
As pétalas são todas de veludo.
E ostenta a formosura da donzela.
A flor que adorna o vaso é sempre aquela,
Cujo aroma nos enche de ternura.
A flórea tessitura é casta, em tudo,
Seja branca, vermelha ou amarela.
A natureza fê-la suntuosa,
Depois, envaidecida, entre jasmins,
Apreciava aquela obra primorosa.
Das flores, a rainha, a mais formosa,
A que enfeita os canteiros, nos jardins,
Dentre todas é a rosa, a mais mimosa.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
MEUS CRISTAI........................
Retalhos de momentos coloridos
Como brilhantes cristais encantados;
São azuis, são vermelhos, verdes, brancos,
Um verdadeiro frenesi de cores.
O primeiro namorado,
Foi o cristal azul
Dentro do rosa da adolescência.
A primeira lágrima caída
Foi cristal cinzento e triste
Como o momento que representou.
O amor com sua esperança,
Sempre foi cristal verde,
Que o adeus tornou vermelho
Pela raiva que deixou.
Meus cristais são coloridos e brilham
Como os retalhos de sonhos, de versos,
De afetos encontrados pela vida,
De ilusões deixadas pela estrada.
Como brilhantes cristais encantados;
São azuis, são vermelhos, verdes, brancos,
Um verdadeiro frenesi de cores.
O primeiro namorado,
Foi o cristal azul
Dentro do rosa da adolescência.
A primeira lágrima caída
Foi cristal cinzento e triste
Como o momento que representou.
O amor com sua esperança,
Sempre foi cristal verde,
Que o adeus tornou vermelho
Pela raiva que deixou.
Meus cristais são coloridos e brilham
Como os retalhos de sonhos, de versos,
De afetos encontrados pela vida,
De ilusões deixadas pela estrada.
O TEMPO NÃO PARA...................................
Não posso agarrar as horas
E nem posso me agarrar ao tempo.
Um a um numa corrida desigual
Os dias fogem apressados,
Levando minhas vontades
E o que sobra desse desacordo
Entre mim e meus anseios é só frustração,
Não consigo acompanhar-lhe os ligeiros passos.
É o poder inexorável do tempo,
Senhor absoluto a nos enjaular
Nos compassos que ele próprio traça
Para as melodias que compomos,
A enriquecer ou empobrecer as rimas
Que buscamos e não encontramos,
A limitar o volume das lágrimas teimosas
Dos nossos prantos e o sorriso
Das curtas passagens da alegria.
Os dias entram e saem no meu calendário
Como se fossem fechas que zunem sem parar,
Só lhes ouço o barulho.
É o poder arbitrário do tempo que persiste
Nas oportunidades de se fazer atuante,
Agindo com a precisão de um mestre:
O tempo não para...
E nem posso me agarrar ao tempo.
Um a um numa corrida desigual
Os dias fogem apressados,
Levando minhas vontades
E o que sobra desse desacordo
Entre mim e meus anseios é só frustração,
Não consigo acompanhar-lhe os ligeiros passos.
É o poder inexorável do tempo,
Senhor absoluto a nos enjaular
Nos compassos que ele próprio traça
Para as melodias que compomos,
A enriquecer ou empobrecer as rimas
Que buscamos e não encontramos,
A limitar o volume das lágrimas teimosas
Dos nossos prantos e o sorriso
Das curtas passagens da alegria.
Os dias entram e saem no meu calendário
Como se fossem fechas que zunem sem parar,
Só lhes ouço o barulho.
É o poder arbitrário do tempo que persiste
Nas oportunidades de se fazer atuante,
Agindo com a precisão de um mestre:
O tempo não para...
domingo, 18 de março de 2007
TEUS CABELOS
Estes cabelos teus que tu me deste
E que eu guardo com máximo cuidado,
São lembranças do afeto que tiveste
Pelo meu pobre ser desventurado.
Inda hoje há neles o perfume agreste,
O aroma suave, o aroma delicado,
Que costumava por em tua veste
Nos tempos em que eu era o teu amado...
Às vezes, quando cheio de desgosto,
Repouso neles os meus olhos; sinto,
Sinto o pranto correr-me pelo rosto...
Pois que, chorando assim em teus desvelos,
Revejo todo o nosso amor extinto,
Neles negros anéis dos teus cabelos.
E que eu guardo com máximo cuidado,
São lembranças do afeto que tiveste
Pelo meu pobre ser desventurado.
Inda hoje há neles o perfume agreste,
O aroma suave, o aroma delicado,
Que costumava por em tua veste
Nos tempos em que eu era o teu amado...
Às vezes, quando cheio de desgosto,
Repouso neles os meus olhos; sinto,
Sinto o pranto correr-me pelo rosto...
Pois que, chorando assim em teus desvelos,
Revejo todo o nosso amor extinto,
Neles negros anéis dos teus cabelos.
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