No cerne de toda esta calma,
Clama o completo vazio,
Punge o rumor esguio,
Tua ausência na minha alma.
Bem no intervalo do agora.
No contrapé do delírio,
Urge este meu calafrio,
Minha urgência e a aurora.
Para então ver-te sorrir.
Para assim sentir-te o fremir,
No sorriso que não demora.
Onde aguardo em ânsia.
Pois para mim tu és importância,
A brisa suave dessa manhã.
Mostrar mensagens com a etiqueta Gerson F.. Filho.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gerson F.. Filho.. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Ao meu jeito.
Se quiser assuntar minha alma;
Diga então que o ultraje fomenta,
Que a loucura atormenta a calma.
Onde paira a dor que argumenta.
Porque com amor me maltrato.
Tendo tanta ausência de pudor,
Que em toda esta falta de recato,
Imolo-me na chama e seu ardor.
Se realmente quiser sentir-me:
Venha me ver no tanto sofrer,
Olhar uma lagrima tocando-me.
E na ressonância ter o frêmito,
Que venha a surpreender-me.
Pois na dúvida vai ao meu jeito.
Diga então que o ultraje fomenta,
Que a loucura atormenta a calma.
Onde paira a dor que argumenta.
Porque com amor me maltrato.
Tendo tanta ausência de pudor,
Que em toda esta falta de recato,
Imolo-me na chama e seu ardor.
Se realmente quiser sentir-me:
Venha me ver no tanto sofrer,
Olhar uma lagrima tocando-me.
E na ressonância ter o frêmito,
Que venha a surpreender-me.
Pois na dúvida vai ao meu jeito.
sábado, 13 de setembro de 2008
Tendências.
Adormeci sentimento.
Acordei só tormento;
Naquela ocasião faltava você.
E onde a encontraria?
Se meu prumo era letargia,
E o sentido perdeu-se na escuridão.
Da água fria no rosto,
Um café e algo assim sem gosto.
Saudade lábios e indecisão.
Hoje, talvez tu não me aceites;
Porque o ontem morreu em deleites.
Sepultando o amanhã em repercussão.
Coisas do viés da vida.
E se tudo ainda há de ser ferida;
Que venha a doer somente no meu coração.
Acordei só tormento;
Naquela ocasião faltava você.
E onde a encontraria?
Se meu prumo era letargia,
E o sentido perdeu-se na escuridão.
Da água fria no rosto,
Um café e algo assim sem gosto.
Saudade lábios e indecisão.
Hoje, talvez tu não me aceites;
Porque o ontem morreu em deleites.
Sepultando o amanhã em repercussão.
Coisas do viés da vida.
E se tudo ainda há de ser ferida;
Que venha a doer somente no meu coração.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Noite suave.
Divaga a noite onde a lua se pendura.
E no adocicado do orvalho dedica,
Todo o aconchego da intensa candura.
Que da profundidade escura se erradia.
Enquanto sonhos e desejos se depositam,
Nos braços fortes da sua fiel penumbra.
Para regozijo de todos que ainda acreditam,
Pedir amor à estrela que se vislumbra.
E assim fazer do seu frescor a intimidade.
Na hora mais intensa no contado da verdade,
Sucumbir a todo encanto da sensação.
Porque na sombra de um anoitecer,
Moram todos os segredos que vi nascer.
Quando o amor penetra o coração.
E no adocicado do orvalho dedica,
Todo o aconchego da intensa candura.
Que da profundidade escura se erradia.
Enquanto sonhos e desejos se depositam,
Nos braços fortes da sua fiel penumbra.
Para regozijo de todos que ainda acreditam,
Pedir amor à estrela que se vislumbra.
E assim fazer do seu frescor a intimidade.
Na hora mais intensa no contado da verdade,
Sucumbir a todo encanto da sensação.
Porque na sombra de um anoitecer,
Moram todos os segredos que vi nascer.
Quando o amor penetra o coração.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Do adeus.
E quando nada mais existir,
A não ser um frio adeus:
Nas certezas visto o porvir,
Bastam-me os erros meus.
Porque se o silêncio rugir,
E na dor olhar os olhos teus.
Terá sentido então existir;
Pois a vida estará nos seus.
Não mais a verei enfim.
Mas estarás plena em mim.
Na canção o vento; jasmim.
Nos dias nesta vil jornada.
Nas noites sem mais nada,
No coração do mar sem fim.
A não ser um frio adeus:
Nas certezas visto o porvir,
Bastam-me os erros meus.
Porque se o silêncio rugir,
E na dor olhar os olhos teus.
Terá sentido então existir;
Pois a vida estará nos seus.
Não mais a verei enfim.
Mas estarás plena em mim.
Na canção o vento; jasmim.
Nos dias nesta vil jornada.
Nas noites sem mais nada,
No coração do mar sem fim.
domingo, 1 de junho de 2008
Na verdade.
Deveras tu foste minha.
Ante o ocaso da razão.
Na dor que espezinha
Essa lacuna no coração.
Pudera ser-te o sentir.
Sem o siso que queima,
Com o anátema bulir.
Na breve hora extrema.
Que em ti me oculta.
Que em mim, me culpa,
Por ser pura sensação.
Nos momentos sequazes.
Com suspiros mordazes,
No lapso de um diapasão.
Ante o ocaso da razão.
Na dor que espezinha
Essa lacuna no coração.
Pudera ser-te o sentir.
Sem o siso que queima,
Com o anátema bulir.
Na breve hora extrema.
Que em ti me oculta.
Que em mim, me culpa,
Por ser pura sensação.
Nos momentos sequazes.
Com suspiros mordazes,
No lapso de um diapasão.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Madeixas da manhã.
Permita-me saciar esta minha sede,
No frescor desta tua essência.
Porque para sempre pode não ser o amanhã.
Exponha as raízes dos teus sonhos.
Para assim tingi-las de prata,
Quando da lua o reflexo saltar em risos.
E então os riscos não mais pesarem,
No pesar de uma dor, a dor de quem não tentou;
Todas as hipóteses da sensação...
Mate-me a cada minuto assim como o tempo.
Este que se esvai perversamente,
Sempre mais rápido; quando estou contigo.
Castigo, que reveste estas ocasiões.
Onde o estar aflito não dita o estorvo ao prazer,
Que nos envolve nas madeixas desta manhã.
No frescor desta tua essência.
Porque para sempre pode não ser o amanhã.
Exponha as raízes dos teus sonhos.
Para assim tingi-las de prata,
Quando da lua o reflexo saltar em risos.
E então os riscos não mais pesarem,
No pesar de uma dor, a dor de quem não tentou;
Todas as hipóteses da sensação...
Mate-me a cada minuto assim como o tempo.
Este que se esvai perversamente,
Sempre mais rápido; quando estou contigo.
Castigo, que reveste estas ocasiões.
Onde o estar aflito não dita o estorvo ao prazer,
Que nos envolve nas madeixas desta manhã.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Viés de culpa.
Cuidado com o termo sibilino.
Cautela com o sorriso fácil.
Na água de tom cristalino,
Pode morar um veneno ágil.
Que se destila nas palavras,
De políticas sem sustento.
No oportunismo das larvas,
Que comem o discernimento.
E ao entorpecer de utopias,
Sorrimos entre torpes manias.
Ao vender da pátria a carne.
E então ao final bem dormimos,
Sonhando com todos os anjos.
Nosso chão? Sobrou só a metade.
Cautela com o sorriso fácil.
Na água de tom cristalino,
Pode morar um veneno ágil.
Que se destila nas palavras,
De políticas sem sustento.
No oportunismo das larvas,
Que comem o discernimento.
E ao entorpecer de utopias,
Sorrimos entre torpes manias.
Ao vender da pátria a carne.
E então ao final bem dormimos,
Sonhando com todos os anjos.
Nosso chão? Sobrou só a metade.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Peremptório.
Escorri louco,
Pelo atalho da sensação.
Fustiguei a troça,
Embrulhando o riso da ocasião.
Porque à vontade me sorveu,
Quando o insano sorriso
Caiu da minha face.
E embora meu conteúdo
Fosse o reflexo de uma disparidade,
Essa diferença pairou em ritmos.
Exíguos, que gotejavam do meu coração.
Apenas uma capa de ternura
Amortecendo o impacto da saudade.
Escorri rouco,
Nas asas de um grito!
Submisso.
Desta prosa...
Tão demente quanto este desalento.
Que decanta clamor,
Na trajetória das minhas recordações.
Pelo atalho da sensação.
Fustiguei a troça,
Embrulhando o riso da ocasião.
Porque à vontade me sorveu,
Quando o insano sorriso
Caiu da minha face.
E embora meu conteúdo
Fosse o reflexo de uma disparidade,
Essa diferença pairou em ritmos.
Exíguos, que gotejavam do meu coração.
Apenas uma capa de ternura
Amortecendo o impacto da saudade.
Escorri rouco,
Nas asas de um grito!
Submisso.
Desta prosa...
Tão demente quanto este desalento.
Que decanta clamor,
Na trajetória das minhas recordações.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Desalento.
Angústia a tez do infinito.
Tempo, passos da perdição.
Troças e o ritmo não dito,
Para o clamor do coração.
Viés do garbo irrestrito.
Ósculo a uma conspiração.
Mácula do meu espírito,
O patamar da resignação.
Pois se tudo anda torto,
Débil, é a legislação.
Ou o povo está morto,
Lei só para ilustração.
Onde nasce o labirinto,
Mora a dúvida a ilusão.
A tensão do confronto,
Nesta hora a acareação.
Punir a raiz do delito.
Ou rir da espoliação.
Inumar, pois o defunto,
Ou ser par da dedução.
Tempo, passos da perdição.
Troças e o ritmo não dito,
Para o clamor do coração.
Viés do garbo irrestrito.
Ósculo a uma conspiração.
Mácula do meu espírito,
O patamar da resignação.
Pois se tudo anda torto,
Débil, é a legislação.
Ou o povo está morto,
Lei só para ilustração.
Onde nasce o labirinto,
Mora a dúvida a ilusão.
A tensão do confronto,
Nesta hora a acareação.
Punir a raiz do delito.
Ou rir da espoliação.
Inumar, pois o defunto,
Ou ser par da dedução.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Termos.
Eu sou um desvio.
O caminho errado,
Este ponto vazio;
O amor não amado.
Eu sou essa incerteza.
A beira de um litígio,
O frasco de tristeza;
O olhar do cão vadio.
O embrulhar da noite.
A mão do contradito,
No açoite um derivante;
O esborrifo do grito.
De mim, só ausência...
De ti, apenas o fato.
Para nós a clemência,
O engodo um desacato.
O caminho errado,
Este ponto vazio;
O amor não amado.
Eu sou essa incerteza.
A beira de um litígio,
O frasco de tristeza;
O olhar do cão vadio.
O embrulhar da noite.
A mão do contradito,
No açoite um derivante;
O esborrifo do grito.
De mim, só ausência...
De ti, apenas o fato.
Para nós a clemência,
O engodo um desacato.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Vida apenas.
Dispas todo esse pudor.
Desnude o cerne do desejo.
Queime com o pleno ardor,
Que evolve o breve ensejo.
Da alma extirpe o rancor.
Viaje no brilho do lampejo,
Dispas todo esse pudor.
Desnude o cerne do desejo.
Flutue como estrela furta-cor.
Com o grito anuncie o sobejo,
A insânia do que não é dor,
Anuncie-o logo após o beijo.
Dispas todo esse pudor...
Desnude o cerne do desejo.
Queime com o pleno ardor,
Que evolve o breve ensejo.
Da alma extirpe o rancor.
Viaje no brilho do lampejo,
Dispas todo esse pudor.
Desnude o cerne do desejo.
Flutue como estrela furta-cor.
Com o grito anuncie o sobejo,
A insânia do que não é dor,
Anuncie-o logo após o beijo.
Dispas todo esse pudor...
segunda-feira, 31 de março de 2008
Vestígios.
Do agouro sou um momento.
Aquele que se pressente,
Apeando-me do conceito,
Na ousadia sou um demente.
Onde o súbito se espanta,
E o preceito fica contente.
O ignoto enfim se levanta,
Iluso bem na sua vertente.
Porque traços de impressão;
Instigam o cerne do lúdico.
Para imputar-me a opinião.
Eu o ocaso no abraço do obvio.
Um rastro vestindo o meu vício,
Amar-te bem além da razão.
Aquele que se pressente,
Apeando-me do conceito,
Na ousadia sou um demente.
Onde o súbito se espanta,
E o preceito fica contente.
O ignoto enfim se levanta,
Iluso bem na sua vertente.
Porque traços de impressão;
Instigam o cerne do lúdico.
Para imputar-me a opinião.
Eu o ocaso no abraço do obvio.
Um rastro vestindo o meu vício,
Amar-te bem além da razão.
domingo, 23 de março de 2008
Na luz do dia
Chega de chorar e sofrer.
Essa dor não é essencialidade,
Apenas um engodo a verdade,
O sorriso é o amanhecer.
Um basta aos caprichos vis.
Sempre ocultos na cor,
Esmaecida do fiel sabor,
Monotonia em traços sutis.
Uma opção a luz do dia.
Um sol e uma firme nostalgia,
Bailando como recordação.
Porque ser feliz apesar de tudo,
Não dói mais que sair do casulo,
Um novo bater no coração.
Essa dor não é essencialidade,
Apenas um engodo a verdade,
O sorriso é o amanhecer.
Um basta aos caprichos vis.
Sempre ocultos na cor,
Esmaecida do fiel sabor,
Monotonia em traços sutis.
Uma opção a luz do dia.
Um sol e uma firme nostalgia,
Bailando como recordação.
Porque ser feliz apesar de tudo,
Não dói mais que sair do casulo,
Um novo bater no coração.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Destaques.
Desisti do astuto atributo,
Que me prendia a você.
Permiti-me pagar tributo,
Ausentar-me da sua mercê.
Voei livre para novos ares.
Cantei o agora e apesar de ti,
Não mais dei os pesares.
Cada vez que vi o amor partir.
Porque solidão é uma cela,
E eu desta vez vazei pela janela,
Só para ver o sol sorrir.
Não mais me prendi no vazio.
Deixei para você o vaticínio,
Os por quês do não existir.
Que me prendia a você.
Permiti-me pagar tributo,
Ausentar-me da sua mercê.
Voei livre para novos ares.
Cantei o agora e apesar de ti,
Não mais dei os pesares.
Cada vez que vi o amor partir.
Porque solidão é uma cela,
E eu desta vez vazei pela janela,
Só para ver o sol sorrir.
Não mais me prendi no vazio.
Deixei para você o vaticínio,
Os por quês do não existir.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Isenção.
Guardei assim as coisas da alma.
Um prelúdio dos pássaros,
O perfume da rosa em extratos,
O tanto de luz pego com calma.
Reuni então as coisas do coração.
O sorriso no auge da alegria,
A excitação da plena magia,
Um amor no ápice da emoção.
Porque de ocasiões também se vive.
E todo clamor que ecoa,
Reflete no espírito que é livre.
Onde os conceitos de antemão,
Perderam-se em lágrimas eximidas,
Pois desse atributo não se faz à sensação.
Um prelúdio dos pássaros,
O perfume da rosa em extratos,
O tanto de luz pego com calma.
Reuni então as coisas do coração.
O sorriso no auge da alegria,
A excitação da plena magia,
Um amor no ápice da emoção.
Porque de ocasiões também se vive.
E todo clamor que ecoa,
Reflete no espírito que é livre.
Onde os conceitos de antemão,
Perderam-se em lágrimas eximidas,
Pois desse atributo não se faz à sensação.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Gotas de sensação
Coisas que deságuam.
Delírios que cotejam.
A frenética face da emoção.
Onde se gera à tarde,
O crepúsculo e o lamento.
O extenuar da sensação.
Percepção e ultraje.
A tez do desespero,
Jactando-se em júbilo.
Quando paixão e ocasião,
Norteiam-se no prumo.
Realce e reação para um amanhã.
Suscitando meus lábios,
Ao arguto seio.
Nesta assimetria eloqüente.
Que o aquece na minha boca.
Que se eriça na vontade louca.
O suspiro e a astenia rouca.
Que se excede em sorriso,
Quando o ápice se derrama.
Entre abraços no cálido leito.
Meu jeito seu efeito.
Sobrepondo a razão.
A apnéia do dia.
Apetecendo uma aurora.
Que pende na pálpebra,
De um intenso amanhecer.
Delírios que cotejam.
A frenética face da emoção.
Onde se gera à tarde,
O crepúsculo e o lamento.
O extenuar da sensação.
Percepção e ultraje.
A tez do desespero,
Jactando-se em júbilo.
Quando paixão e ocasião,
Norteiam-se no prumo.
Realce e reação para um amanhã.
Suscitando meus lábios,
Ao arguto seio.
Nesta assimetria eloqüente.
Que o aquece na minha boca.
Que se eriça na vontade louca.
O suspiro e a astenia rouca.
Que se excede em sorriso,
Quando o ápice se derrama.
Entre abraços no cálido leito.
Meu jeito seu efeito.
Sobrepondo a razão.
A apnéia do dia.
Apetecendo uma aurora.
Que pende na pálpebra,
De um intenso amanhecer.
domingo, 28 de outubro de 2007
Por acaso
Moro no intervalo bem oblíquo.
De uma vontade pura na insanidade.
O momento o pêndulo ambíguo.
De um desejo tentando ser verdade.
Para persuadir o caso circunscrito,
Tímido no seu apego ao limite,
Do conceito que o torna convicto.
Ser por si prisioneiro do palpite.
Aonde a opinião não se importa.
De ser rígida com a tese da paixão.
Que sempre no delírio abre a porta.
Para excessos ocultos na sensação.
Vibrando com toda sua intensidade,
Fazendo doer por ti meu coração.
De uma vontade pura na insanidade.
O momento o pêndulo ambíguo.
De um desejo tentando ser verdade.
Para persuadir o caso circunscrito,
Tímido no seu apego ao limite,
Do conceito que o torna convicto.
Ser por si prisioneiro do palpite.
Aonde a opinião não se importa.
De ser rígida com a tese da paixão.
Que sempre no delírio abre a porta.
Para excessos ocultos na sensação.
Vibrando com toda sua intensidade,
Fazendo doer por ti meu coração.
Oblíquo
Textura plena de alfazema.
Na nervura nua do sistema.
Algo que toca e me atormenta,
Alguma coisa que envenena.
O coibir do sensível existir.
Nos imbróglios do porvir.
Para toda vontade que vier,
E para toda sensação parir.
Um desejo que escorre assim,
Do conteúdo sutil enfim.
Quando o tempo no retrós,
Na hora exposta não ri após.
Tudo que vier no viés de si,
Para regozijo beijos e fim .
Na nervura nua do sistema.
Algo que toca e me atormenta,
Alguma coisa que envenena.
O coibir do sensível existir.
Nos imbróglios do porvir.
Para toda vontade que vier,
E para toda sensação parir.
Um desejo que escorre assim,
Do conteúdo sutil enfim.
Quando o tempo no retrós,
Na hora exposta não ri após.
Tudo que vier no viés de si,
Para regozijo beijos e fim .
O apetite do leão
Eu quero dizer palavras quentes e roucas ao seu ouvido. Para umedecer-te na fronteira do juízo,e sentir da sua derme o eriçar da textura muito além do que deve. Só por ensaio e não por limite, para fazer-te minha antes de qualquer palpite, que venha diminuir o ritmo da sensação. Porque o que me consome na verdade é fome, e metaforicamente tu és nesse momento, minha refeição. Portanto o tanto que lhe cabe é ser consumida, sentir o prazer da primeira mordida, a transcendência da degustação. Pois na verdade irás matar-me; me assimilar entre tantas ondas de prazer. O infinito conflito de ser carne, mas a eterna vontade de aglutinar-me a ti em espírito, mesmo que da eternidade, só uma fração eu possa obter. O apetite do leão que mora em mim. O aperto do desejo no coração. Você brincando comigo, eu fingindo que sou tudo isso, porque afinal de contas, é com esse proceder que se vive um grande momento de paixão.
Subscrever:
Mensagens (Atom)