Mostrar mensagens com a etiqueta Lêda Mello. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lêda Mello. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NATAL DE AMOR

Meditar sobre o Natal levou-me a Jesus
nos trazendo a Boa Nova:
" Eu lhes dou um novo mandamento:
Amem uns aos outros, assim como eu os amei."
(Jo,13,34)

Passaram-se dois milênios...
A ciência e a tecnologia
descortinaram horizontes ilimitados.
A humanidade deveria estar em paz!
Mas não está.

Confusas, as pessoas não encontram uma forma
de ser gente no mundo das máquinas.
Apesar do conforto e das comodidades,
vivemos uma grande solidão.
Vivemos a solidão do desamor.

O Amor
- é gratuito. Não se compra e nem se troca.
- requer profundidade. Não sobrevive na superfície.
- repousa na alma,
de onde transborda para o universo.
- tece laços com linhas de infinito.
- é nosso traço de união com Deus,
através dos nossos companheiros de caminhada.

Natal.
O amor pede permissão para nos entregar
a Paz e a Felicidade que nos foram destinadas.
# # #

Um Feliz Natal de Amor para todos nós!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AGRADECE!

Agradece! Deus está contigo e em ti.
SUA energia suave, poderosa, curativa
está em cada fibra, em cada célula,
no mais recôndito do teu ser.
Deus te escuta!

A oração é a conexão dos sábios.
O homem fala dos seus anseios
e escuta sobre os seus caminhos.
Torna-se, a um só tempo,
mais humano e mais divino.

Ora e agradece!
Agradece por todos os caminhos
por onde trilhaste.
Não julgues os passos que já destes.
Eles o conduziram até aqui.
Trouxeram-te até onde divisaste a Luz,
até aquele ponto em que o aprendiz
se descobre,
reconcilia-se consigo mesmo
e com a vida.

Agradece!
Tuas preces chegaram ao Fulcro de Amor
e tens contigo a mora pela qual rogaste.
É o teu tempo de ação de graças,
o teu tempo de dádivas,
o teu tempo de fé, de alegrias,
de perdoar e, sobretudo, perdoar-se.

Tempo de frequentar a grande escola,
conhecer o melhor Mestre,
escutar Seus ensinamentos:
é o teu tempo de aprender o Amor!
- Ama ao teu próximo como te amas." -
Aprende a amar-te incondicionalmente.
É amando-te que aprendes a amar o próximo.
No local onde o Amor habita
todos os cômodos são iluminados.

Cuida do teu novo tempo
com os melhores cuidados,
com o maior carinho,
com o desvelo de mãe amorosa.
O horizonte é teu. O teu horizonte.
Segue em frente distribuindo as sementes
da tua alegria, brotadas na leveza
do teu coração amável e amado.
Ama a vida. A vida te ama!
O Pai te ama.
Agradece!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

RONDEL A QUEM É AMADO

Feliz de quem é amado
De forma sincera, assim.
É como barco aportado
Em porto seguro, enfim.

Navegue no mar sem fim
Veleje no amor que é dado
Feliz de quem é amado
De forma sincera, assim.


E neste amor embarcado
Iluminado festim
Seja o amor abençoado
Ungido ao som de clarins.
Feliz de quem é amado.

segunda-feira, 22 de março de 2010

MARASMO

Calmamente, passam as águas.
O marulhar ingênuo, hipnótico, profético,
faz compasso para o tempo que passa
no descompasso do meu tempo.

Um vento norte encrespa as águas.
À minha frente,
a melancolia da paisagem estática.
Nada acontece.
O marasmo provoca um ensaio de aflição.
Permaneço sentada, olhar no horizonte.
O tempo passa, a vida passa...
Não se move uma palha.
Esqueceram de me encontrar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

DÁ-ME A TUA MÃO

O dia nasce e a estrada é longa,
O tempo passa e o presente é chama.
Há muitos sóis e luas e serenos
Até chegarmos à Terra Prometida,
De onde jorra o leite, o pão e o mel.

Dá-me a tua mão.
Pelo caminho, a noite, o vento e o frio
Serão somente frágeis desafios,
Pois o calor das nossas mãos em laço
Aquecerão os corpos antes que o cansaço
Ameace o sonho dessa estrada a dois.

Dá-me a tua mão.
E o sol ardente em vão fustigará
Nosso caminho feito de esperanças,
Pois nossas mãos unidas, enlaçadas,
Serão para nós, assim, como um regato
Em cujas margens descansamos nós.

Dá-me a tua mão.
E quando, enfim, cumprirmos nossa rota,
Serão só nossas todas as estrelas
Que nos guiaram ao longo do caminho.
E no aconchego da Terra Prometida,
Teremos, fartos, leite, pão e mel.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

NÃO DIGO ADEUS

Não digo adeus.
Adeus é nunca mais.

Nunca mais
caminhar juntos,
partilhar vida,
retribuir o sorriso,
mergulhar no olhar,
escutar a voz,
tocar a pele,
sentir o abraço,
de quem se ama.

Que sei eu do amanhã?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

VIRANDO A PÁGINA

Ano Velho a se despedir, um bom momento
para passar em revista a vida:
a profissão, o lazer, as coisas do espírito
e, sobretudo, repensar o aspecto emocional.
É a afetividade que dá o tom e qualidade à vida.

Quando estamos emocionalmente bem,
temos condição de resolver a contento
qualquer situação que nos ocorra.
Se esse conjunto de emoções e sentimentos experimentados estiver em equilíbrio,
também o estaremos.


É quando se rompe este equilíbrio que mais precisamos de olhar atenta e honestamente
para ver que não há motivos para lamentar.
Se o que era magia perdeu o encanto,
já não há razão para permanecer
e, então, se despede e vai embora,
dando espaço para o novo.
É a porta que se abre
para a oportunidade de uma escolha
consciente e melhor.



Pela ação do tempo,
as vivências vão se distanciando
até se acomodarem nos arquivos de nossa história.
O que foi já não é.
Existe, apenas, na memória. É ilusão!
Portanto, nem mesmo há o que perdoar.
Tudo muito simples!
Lembranças... talvez... talvez...
Aqui, acolá, mas sem amarras.



É hora de sorrir para a vida
com alegria e confiança em si mesmo,
e com as cores vivas deste novo tempo,
colorir a aquarela da liberdade!!!

É um bom momento para selar consigo mesmo um
Pacto de Libertação:

- Não se punir por ser quem é,
e, se reincidente por amar uma ilusão,
permitir-se o humano direito de errar.

- Permitir-se chorar todas as lágrimas
pelas emoções verdadeiras,
sem com isto recusar-se à vida.

- Assumir os riscos de amar.
Sempre!

- Permitir-se investir em novos sonhos,
sem medo de ser feliz!!!

- Ser livre para sorrir, chorar, sonhar, amar e ser feliz.

- E, finalmente, livre para Viver!

domingo, 15 de novembro de 2009

A CAMINHO...

Não me perguntes onde estou.
Não poderei dizer-te.
A minh'alma cigana desloca-se no espaço
com a velocidade do pensamento.
Aqui, ali, acolá...
Pôres-do-sol, neve, deserto, mares,
rios, jardins, cascatas, montanhas...
Lugares por onde andei,
paisagens que a mente registrou
e onde poderei estar, a qualquer momento.
Não sou daqui, nem vim para ficar.

Não me perguntes quem sou.
Não saberei dizer-te.
O meu espírito irrequieto absorve a vida
com a avidez dos que estão a caminho.
Neste momento, "sou o que sou".
Hoje o que não fui ontem
e que já não serei amanhã.
Nada está pronto, tudo está por fazer.

Não me perguntes para onde vou.
Não poderei responder-te.
Tenho uma alma cigana,
um espírito irrequieto
e estou sempre a caminho.
Mas, com certeza, estarei onde houver
um pôr-do-sol para eu enxergar além,
um sorriso para me esperar,
um abraço para me acolher e
um ninho de amor para me abrigar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A CAMINHO...

Não me perguntes onde estou.
Não poderei dizer-te.
A minh'alma cigana desloca-se no espaço
com a velocidade do pensamento.
Aqui, ali, acolá...
Pôres-de sol, neve, deserto, mares,
rios, jardins, cascatas, montanhas...
Lugares por onde andei,
paisagens que a mente registrou
e onde poderei estar, a qualquer momento.
Não sou daqui, nem vim para ficar.

Não me perguntes quem sou.
Não saberei dizer-te.
O meu espírito irrequieto absorve a vida
com a avidez dos que estão a caminho.
Neste momento, "sou o que sou".
Hoje o que não fui ontem
e que já não serei amanhã.
Nada está pronto, tudo está por fazer.

Não me perguntes para onde vou.
Não poderei responder-te.
Tenho uma alma cigana,
um espírito irrequieto
e estou sempre a caminho.
Mas, com certeza, estarei onde houver
um pôr-de-sol para eu enxergar além,
um sorriso para me esperar,
um abraço para me acolher e
um ninho de amor para me abrigar.

domingo, 18 de outubro de 2009

AMOROSIDADE

O amor fecunda uma forte aliança
Entre dois seres que querem se amar.
Feito gigantes que na alma criança
Guardam a ternura no acalentar.

Caminham pela vida lado a lado,
A luz do amor iluminando o olhar.
Comungam sentimento partilhado
E a liberdade de ir ou ficar.

O amor que é mendigado, na verdade,
Jamais é fonte de felicidade,
Não se retenha quem quer ir embora.

Não creio ser amor um sentimento
Que se suplica, faminto e sedento.
O amor é pura oferta. Não se implora.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

FANTASIANDO...

Hoje acordei,
assim,
com jeito de criança
feliz.
Segurar na mão do amado
e sairmos
por ai,
sem roteiro
e sem relógio.

Correr pelos campos,
sentir na pele
a brisa
que alisa
o corpo
com a habilidade
de mulher carinhosa.

Rolar na relva
que nasce livre
e faz tapete
para o beijo
melado,
com gosto de algodão doce
e cheiro de mato.

E depois...
Sem pressa,
inventar modelos
de ser feliz.

domingo, 13 de setembro de 2009

SÁBIO TEMPO

Quando te assaltarem golpes da vida,
Alma dorida, o caminhar incerto,
O mundo ao redor for como deserto
Onde não achas repouso e guarida...


Quando do adeus provares o sabor
Buscando, ávido, naquele momento,
Pelo lenitivo do esquecimento
Que esvazie a taça, esgotando a dor...


Quando pranteando a ilusão perdida,
Num último suspiro de alma sofrida
Nada restar das tuas esperanças...


Deixa a tua dor, deita por inteiro
Nas mãos do tempo, sábio conselheiro
Que em brumas dilui, todas as lembranças.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

TRISTE REALIDADE

De uns anos para cá, cada vez gasto menos o meu tempo com os noticiários. Cansei dos"desfalques públicos" sem as devidas restituições, da visão de obras públicas começadas e não concluídas, das manobras eleitoreiras, do populismo, enfim, cansei do pouco caso do poder público para com as reais necessidades desta Nação. Concluí que, neste País, é melhor ser alienado do que revoltado. No entanto, o ser político que existe em todos nós acaba buscando saber dos acontecimentos. Foi assim que não escapei de acompanhar os últimos acontecimentos no Senado. Neste últimos dias, o que tenho visto e escutado seria cômico se não fosse trágico.

Sinto-me triste. Uma tristeza tão grande que não sobra espaço para raiva ou revolta com a situação.

Sinto-me triste acompanhando o dia-a-dia dos bolsistas que o Presidente da República criou. Outro dia, lí um artigo onde o autor escreveu que os pobres não querem receber as tais bolsas. Penso diferente. Penso que eles querem, sim. Tanto é que as recebem. A minha crença é a de que os pobres não merecem recebê-las porque têm aparência e conteúdo de esmolas. E, como bem dizia o saudoso Luiz Gonzaga em uma de suas canções, elas "matam de vergonha ou viciam o cidadão". Viciaram o cidadão. O fato de eu viver numa cidade do interior dá-me oportunidade de ver, mais de perto, os resultados dos dinheiros/bolsas nas mãos do nosso povo. Está cada vez mais difícil de se encontrar pessoas para trabalhar, no campo ou na cidade. Aquelas verdadeiras "merrecas" que os bolsistas recebem, sem qualquer esforço para as merecer, afrouxaram o espírito de luta por uma vida melhor, com dignidade. Transformados em pedintes, passaram a "sobreviver", satisfeitos, das esmolas que recebem do governo. O que os políticos não sabem é que esmoler é tanto quem recebe a esmola quanto quem a dá. Este pensamento me leva a outro chamado corrupção. Não existem corrompidos sem corruptores. Por que não criam oportunidades de trabalho para o povo viver com dignidade? As urnas eleitorais respondem!

Sinto-me triste ao ver a conduta dos que nos representam como cidadãos. "Cada povo tem o governo que merece." Merecemos estes representantes? Quem os colocou alí? Muitos votaram enganados. Mas a grande maioria de votantes é constituída pelos eleitores que o Senador Silvestre Péricles denominava de "poeirinha de ouro", ou seja, a grande massa de bolsistas declarados e um verdadeiro contigente de bolsistas não declarados, representados pelos que recebem esmolas, na forma das benesses oriundas do poder público. É triste ver-me representada por aquelas Excelências. E eu nem votei neles!

Sinto-me triste com o descaso com que a coisa pública trata necessidades básicas como educação, saúde e segurança. Falta de recursos financeiros não é. O dinheiro está sobrando. Para saber onde ele está, basta acompanhar as notícias do seu roteiro. O dinheiro está no bolso e nas contas bancárias dos nossos representantes políticos junto com os seus séquitos de assessores diretos e indiretos e sendo investido nas suas negociatas. Educação, saúde e segurança não lhes dizem respeito. Eles e seus familiares têm acesso às melhores escolas particulares, aos melhores serviços médicos que o dinheiro paga e andam cercado por seguranças que nós, os inseguros, pagamos. Por que se preocupar com quem financia toda esta farra?
Sinto-me triste na mesma proporção em que me sinto impotente. Vendo aquelas cenas deprimentes no plenário do Senado, perguntei-me sobre o que posso fazer para mudar o roteiro e o cenário políticos deste País. A resposta foi "Nada!". Sou uma cidadã comum, simples abelha operária e sem o respaldo de um "curral eleitoral". Portanto, não tenho vez e nem voz.

Sinto-me triste, sobretudo, porque amo este pedaço de chão chamado Brasil e estou cansada de escutar que este é o País do futuro. Um futuro que nunca chega e que, a cada dia, acompanhando essa sucessão de escândalos, sinto mais distante de chegar. Ó, Pátria amada, idolatrada, salvem! Salvem!

QUANDO EU ME FOR...

Quando eu me for,
não importa quanta fortuna amealhei,
quantas honrarias recebi,
quanto poder detive em minhas mãos,
quanta fama haja coberto o meu nome.
Fortuna, honrarias, poder, fama...
são acessórios transitórios,
não partirão comigo.
Ficarão e logo serão esquecidos.

Quando eu me for,
importará, sim,
o amor que ofereci, incondicionalmente,
o abraço que dei,
o ombro que ofereci,
a mão que estendi,
a palavra que não neguei,
a presença sem cobranças,
a lealdade, o respeito e a consideração
que dediquei a mim mesma
e aos meus irmãos de caminhada,
a aceitação de mim mesma
e dos que vieram a mim.
A aceitação da vida, com simplicidade.

Quando eu me for,
não haverá choros, nem lamentos.
Simplesmente, irei. Serenamente.
É a lei da vida.
Chagada a hora, tarefas cumpridas,
é o momento do retorno à verdadeira vida.
Não precisarei de malas e nem de sacolas.
O que eu levar comigo
será tesouro que não poderá ser roubado
e nem roído pelas traças.
Levarei apenas os atos de amor
que semeei e os afetos que mereci.

Quando eu me for,
partirá comigo, mas deixará seu perfume,
o sumo da vida que escolhi viver.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ASSUNTANDO...

Num si compra i num se vende
u sabê qui vem da lida.
Tem coiza qui só se aprende
na grande iscola da vida.
Quem num istuda si arrepende,
fica pra tráis na currida.

Às vêiz si qué alcançá
um distino qui é incerto,
i sofre inté dizandá
quando u assonhá num dá certo.
É baum pará pra pensá,
ficá di ôim aberto.

Nóis aprende quando apanha,
cada surra é um insaio,
pois, às vêiz, quem perde ganha -
- perde di caír du gáio.
Vencedô chêi di artimanha
finda ganhando trabáio.

Quem perdeu vá se achando,
ispére, pruquê nu fim
a juízo vai chegando,
e quando passa u mais ruim,
as coiza vai clariando,
vê qui foi mió assim.

U tempo foi amostrando
as coiza qui nóis num via,
as verdádi alumiando
aquilo qui nóis quiria.
U pó qui si viu briando
num tinha munta valia.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

VOU SEGUINDO

Sou caminheira nos prados da vida
Seguindo em frente, aonde Deus mandar
Meu dia é o hoje, minha sorte a lida
De só colher o que eu souber plantar.

Quem mal me fez, apenas me ensinou.
Não guardo mágoas no meu coração.
Quem bem me quis, a vida partilhou.
Juntos vivemos bela comunhão.

Nos meus alforjes, trago a esperança
De um dia ver um povo mais feliz,
Sorriso bom no rosto da criança,
Passos seguindo, pequeno aprendiz.

Carrego a fé do homem ser capaz
De fazer sua parte no bem comum
Pois sei que o mundo só terá a Paz
Quando a Paz for um bem de cada um

Do meu passado, recolhi lições.
Do meu futuro, no hoje vou cuidar.
Deus me ilumine por esses rincões,
Que eu leve amor por onde for passar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

PAREDE INVISÍVEL

Percurso incerto, enchentes e vazantes,
incerto o leito, buscas incessantes,
rasgando a terra, sem jamais chegar.
Vida não sabe, nesse desafio,
p'ra onde correm as águas desse rio,
e quando, enfim, encontrará seu mar.

domingo, 4 de janeiro de 2009

PAREDE INVISÍVEL

Percurso incerto, enchentes e vazantes,
incerto o leito, buscas incessantes,
rasgando a terra, sem jamais chegar.
Vida não sabe, nesse desafio,
p'ra onde correm as águas desse rio,
e quando, enfim, encontrará seu mar.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

DESPERDÍCIO

Tolice
encerrar-se na torre,
vedar as saídas,
agarrar-se aos fantasmas,
temer descobrir-se,
enfurnar-se no orgulho
de crenças senís,
criando desculpas
para não ser feliz.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

VESTIDA PARA AMAR

E então me fiz bem bonita
na espera do meu amado,
com meu vestido de chita
sobre o corpo perfumado.

Que importa o que eu vestia?
Se chita ou renda francesa...
Se dentro d'alma sorria,
Eu era toda beleza!

E neste encontro esperado
Meu corpo em seda se fez,
Acariciando o amado.
Completos, mais uma vez