quinta-feira, 4 de junho de 2009

VOO AF447

Senhores passageiros, boa noite! Aqui é o comandante que vos fala, antes de qualquer palavra, desejo-lhes uma boa viagem. A meteorologia nos oferece um vôo tranquilo...

Apertem os cintos e quaisquer dificuldades queiram se dirigir a comissária, e que Deus nos conduza ao nosso destino.

Uma decolagem tranquila como tantas outras já acontecidas... Algumas horas de voo tranquilo, em estado de cruzeiro, céu límpido, estrelas luzentes se fazem presente a visão nua, a terra não mais se vê, apenas um límpido azul, é o lindo oceano que se faz uma planície aquática sem fim. Os computadores de bordo apresentam-se normais, indicam uma linha de perfeita rota ao destino traçado,

Aeronave em céu noturno de brigadeiro.

De repente uma mudança brusca no céu...

A luz do painel frontal aos passageiros se acende, “APERTEM OS CINTOS”... Senhores passageiros aqui é o comandante, estamos passando por uma zona de convergência que provoca uma mudança repentina em nosso espaço, mas tudo está normal, tranquilizem-se. De repente uma queda brusca da aeronave, é o espaço que se faz presente sem ar. A aeronave despenca mais de cinco mil metros no espaço vazio...

Encontra um ponto de apoio em nova camada de ar... Novo encontro da zona de convergência no espaço sem ar... A aerodinâmica, a aeronave não tem onde se apoiar e projeta-se verticalmente no espaço sem ar, desta vez vai de encontro as gigantescas ondas já formadas provocadas pelo ponto de convergência, e a aeronave parte-se em inúmeros fragmentos... Vidas?...

Sim!... Vidas de tantas vidas adormecidas e despertadas no colo de Deus.

Como um ex aeronauta, apresento minha solidariedade aos familiares das vítimas do acidente do voo AF447 e que Deus os confortem, na certeza da vida eterna.

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