Verbo...,
palavra de significado mútuo
agente de todas as cores, figura emblemática
do vital lirismo, simbolizando o concreto da bela e a fera,
comungando seus pecados em cruzes e espadas,
alimentadores dos mistérios e de fantasias d’alma!
Verbo...,
palavra que movimenta exércitos e errantes
desta via de duplos argumentos apresentados
nos parágrafos desta crônica sem paradoxo,
nascida em atos do romantismo bucólico
vividos nas talhas do coração!
Verbo...,
palavra da sagrada comédia humana
alicerce da divindade, da maldição,
da escultura, da pregação, do período esquecido
pelo vento, pelo tempo,
do homem da guerra, do homem da paz
sentença única das peças e dos tabuleiros!
Verbo...,
palavra sem tendências ou etnias,
pedra que fundamenta a luz e a escuridão,
José’s e Maria’s viventes desta história saudosista
nas escolas das bíblias escritas
entre vírgulas, mas sem ponto final!
Verbo...,
palavra que não escolhe portos,
capitais ou velhas casas mudas
para abrir bifurcações esperançosas
e acalentos novelescos que desabrocham
no verdadeiro verbo do amor!
Sem comentários:
Enviar um comentário