quinta-feira, 4 de junho de 2009

Epopéia

Já dizia Nostradamus,

enquanto a lua

for a rainha da noite,

todo ser encantado no amor

se erguerá ao nascer do sol!



Pois que assim seja

este raro verso despontado

no horizonte, perpetuando

a paixão, expondo em meus

meros papiros o corpo mulher,

a escultura talhada na flor,

o baluarte da canção!



Entrego-me de corpo e alma,

ao sentimento, ao vil poema

grafado em teu seio,

ao escrevente do tempo!



Jogo-me de coração e mente,

ao instante, ao tom da poesia

ecoando em teu olhar,

ao escriba de todos os ventos!



Do sol quero tua

palavra calada a bailar e bailar!



Da lua quero tua boca

suculenta a beijar e beijar!

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