Já dizia Nostradamus,
enquanto a lua
for a rainha da noite,
todo ser encantado no amor
se erguerá ao nascer do sol!
Pois que assim seja
este raro verso despontado
no horizonte, perpetuando
a paixão, expondo em meus
meros papiros o corpo mulher,
a escultura talhada na flor,
o baluarte da canção!
Entrego-me de corpo e alma,
ao sentimento, ao vil poema
grafado em teu seio,
ao escrevente do tempo!
Jogo-me de coração e mente,
ao instante, ao tom da poesia
ecoando em teu olhar,
ao escriba de todos os ventos!
Do sol quero tua
palavra calada a bailar e bailar!
Da lua quero tua boca
suculenta a beijar e beijar!
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