Me recolho, me encolho
meus olhos não enxergam nada
nem nuvem, nem sol
me contorço
Minha voz não sai
meu corpo dói
quero me cobrir, me esconder
Assim ninguém me verá,
ninguém sentirá minha falta
assim talvez, terei olhos para mim
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
QUEBRADA
Cansei de apanhar
de lambadas levar
minhas costas doem
meus ombros ardem de dor
minhas mãos inchadas
não conseguem nada segurar
parece que estão quebradas
não retêm
vivi no sertão
me acostumei à seca
como cactus e bebo sua água
tropeço, me arrasto, sangro
mas sigo, vou me livrar
As cobras e lagartos
são minhas companhias
aprendi com a natureza
tenho raízes profundas
nada me arrancará do meu propósito
de lambadas levar
minhas costas doem
meus ombros ardem de dor
minhas mãos inchadas
não conseguem nada segurar
parece que estão quebradas
não retêm
vivi no sertão
me acostumei à seca
como cactus e bebo sua água
tropeço, me arrasto, sangro
mas sigo, vou me livrar
As cobras e lagartos
são minhas companhias
aprendi com a natureza
tenho raízes profundas
nada me arrancará do meu propósito
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