O teu amor me faz cócegas
da coceirinha no nariz
é tão gostoso e me enrosca
e eu fico muito feliz...
Como me beijas e me tocas
nas delicias que me diz
é um lampejo que enfocas
do jeito que eu sempre quis...
Meu corpo todo sufoca
num ritmo de licor de aniz
que a gente bebe e se entorta
na quadratura do verniz...
Sou eu em muitas que apostas
para viver como aprendiz
conhecendo tudo que gostas
desses encantos puerís...
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
HOMEM CAULE-NATUREZA
Homem curvo carcomido
Bravo estóico destemido
Pelo o sol que lhe acompanha,
Empobrece o pão que ganha.
Abraça os anos sem gosto
De tantos vividos poucos
Sonhando com a paz lá fora.
Semente plantada em terra de nada
Onde o caos habita, e ainda acredita
No tal governo de agora.
Suor latejante que poreja,
Homem que implora, que rasteja
Leva nos ombros a sua febre terçã.
Lambe o solo com ternura pra
colher amanhã.
Na procura incandescente
Busca o chão efervescente
Do broto que vai nascer.
Homem caule natureza,
Verte um sol de singeleza
Em uma selva sem poder.
Homem que escala o bendito
No vão do som de seu grito
Que explode em seu viver.
Bravo estóico destemido
Pelo o sol que lhe acompanha,
Empobrece o pão que ganha.
Abraça os anos sem gosto
De tantos vividos poucos
Sonhando com a paz lá fora.
Semente plantada em terra de nada
Onde o caos habita, e ainda acredita
No tal governo de agora.
Suor latejante que poreja,
Homem que implora, que rasteja
Leva nos ombros a sua febre terçã.
Lambe o solo com ternura pra
colher amanhã.
Na procura incandescente
Busca o chão efervescente
Do broto que vai nascer.
Homem caule natureza,
Verte um sol de singeleza
Em uma selva sem poder.
Homem que escala o bendito
No vão do som de seu grito
Que explode em seu viver.
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