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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Como Pode?

Como pode amor meu... Como pode?
Existir tanto amor, tanta paixão assim?
Palavras tão emolduradas de encanto,
Minhas... Tuas... Carícias sem fim!...

Pergunto aos deuses, ao céu, ao mundo;
Se é possível amor maior que o nosso?...
E a resposta é sempre a tua doce voz,
Viver sem ela... Não consigo, não posso!...

Como pode... Meu anjo querido, adorado?
Acontecer um sentimento tão imperioso?
Que nos encarcera, fascina cada vez mais!
Que nos rouba a paz... Tão forte e vigoroso!

Como pode?... - Alma da minha alma?
Como pode? - Amor dos meus amores?
Deitarmos nossas noites em tanta agonia,
Sem poder resistir aos chamativos langores?

Pergunto tanto... E não encontro respostas...
Sei apenas que tua silhueta é minha prisão...
Teus abraços e beijos... São meu doce calvário...
Tua vida é minha, a minha está em tuas mãos!

Muitas em mim...

Quem me acompanha nesta noite?
Quem está do lado de fora de mim...
Quem está dentro do meu peito?...
Quem irá curar esta tristeza sem fim?

Alegrias e emoções tão confusas...
Saudade penetrando os ossos...
Decepções tão devastadoras...
Que carregar... já não posso...

Quem sou eu... - Quem sou afinal?
Procuro tanto e não me encontro...
Tantas fustigam a minha memória,
Muitas faleceram no vil confronto...

Quem é esta do espelho...- Quem é?
Não reconheço esta pessoa, seu olhar...
Ela não se parece comigo... em nada...
Já não sorri, só traz lágrimas a bailar...

Quantas mais irão morrer aqui dentro?
Que comédia ou drama irei representar?
Chega... basta... de dores... de solidão...
De nuvens negras, quero dormir e sonhar!

Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
Que a ternura existe, que o amor é real,
Que toda a maldade será da terra banida,
E poderei ser feliz como qualquer mortal!...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Esse beijo...

Beijo de amor... hum... esse beijo...
Alucinante, tão doce ...
Tão ardente e cheio de malícia...
Beijo que me acorda para a vida,
Beijo que dá agonia...
Beijo de boca faminta,
Apaixonada, criança com fome...
Beijo ladrão de coração...
Beijo que morde minha boca com
Gosto de todas as frutas e delícias...
Carregado de aventura... paixão...
Beijo essa boca sedenta,
Que sempre quer mais e mais...
Esse beijo safado ... beijo moleque,
Arteiro, manhoso... viciado...
Beijo que tira meu fôlego... sufoca...
De homem sedutor, impaciente,
Acostumado a ganhar...
Beijo de anjo e demônio...
Beijo que tanto me faz sonhar...
Beijo que na noite me embriaga
Cega... acende... subjuga...
E na manhã faz meu sol brilhar...
Beijo... beijo de amor, paixão,
Beijo que cativa e entorpece,
Alucina...embaça minha razão...
Beija-me amor, beija...
Faz a vida jorrar em mim,
Vibrar, cantar... beija-me
Quero sair da terra... tirar
Meus pés do chão!
Quero minha cabeça rodando...
Meu coração quase parando..
Tira meu fôlego, embriaga-me de vez ..
Beija-me amor... beija-me outra vez...

sábado, 12 de abril de 2008

Amor Secreto

O que é um amor secreto?... Proibido?
Quem o proíbi? - Quem consegue evitar?
Quanto mais proibido, mais lindo, intenso!
Proíbam, vigiem; ele irá mais louco ficar!

Há uma beleza no amor secreto,
Que é pura insanidade, taquicardia!
São mil sinos badalando. Entoando
Promessas... Tantas juras vadias!

Amor secreto é o canto de mil Arcanjos,
De muitas fadas e muitos diabinhos...
Unidos na dose certa dos desvarios.
Dos doces e tão dementes carinhos!

Quanto mais proibido e secreto...
Mais ele voa, mais cresce, se agiganta!
É aquele arrepio mavioso que se sente.
É o coração chegando à garganta!

Amor secreto é o amor verdadeiro,
Que, por um azar, chegou atrasado.
Mas com perfeito encaixe de corpo
E alma. Na justa medida do pecado!

Amor secreto... É um fogo infernal.
É cruzar o horizonte... O paraíso!
Critiquem... Julguem... Condenem...
E ele seguirá radiante e sem juízo!...

Vivendo do amor, toda a beleza e força!
Contando a mais bela história do mundo,
Causando uma inveja indisfarçável...
Aos covardes... Mas seguirá fecundo!

Porque o amor secreto... Faz-nos
Sentir vivos, amados como nunca!
Amor que vive tão-somente de amor.
Da emoção e da alegria que abunda!

Amor secreto é a voz que sussurra,
Amo... Amo... Amo sim, e daí?
Amor secreto é a ânsia de chegar...
É gritar: - Amor cheguei, estou aqui!

Amo... Amo... Amo sim, e daí?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Amor Secreto

O que é um amor secreto?... Proibido?
Quem o proíbi? - Quem consegue evitar?
Quanto mais proibido, mais lindo, intenso!
Proíbam, vigiem; ele irá mais louco ficar!

Há uma beleza no amor secreto,
Que é pura insanidade, taquicardia!
São mil sinos badalando. Entoando
Promessas... Tantas juras vadias!

Amor secreto é o canto de mil Arcanjos,
De muitas fadas e muitos diabinhos...
Unidos na dose certa dos desvarios.
Dos doces e tão dementes carinhos!

Quanto mais proibido e secreto...
Mais ele voa, mais cresce, se agiganta!
É aquele arrepio mavioso que se sente.
É o coração chegando à garganta!

Amor secreto é o amor verdadeiro,
Que, por um azar, chegou atrasado.
Mas com perfeito encaixe de corpo
E alma. Na justa medida do pecado!

Amor secreto... É um fogo infernal.
É cruzar o horizonte... O paraíso!
Critiquem... Julguem... Condenem...
E ele seguirá radiante e sem juízo!...

Vivendo do amor, toda a beleza e força!
Contando a mais bela história do mundo,
Causando uma inveja indisfarçável...
Aos covardes... Mas seguirá fecundo!

Porque o amor secreto... Faz-nos
Sentir vivos, amados como nunca!
Amor que vive tão-somente de amor.
Da emoção e da alegria que abunda!

Amor secreto é a voz que sussurra,
Amo... Amo... Amo sim, e daí?
Amor secreto é a ânsia de chegar...
É gritar: - Amor cheguei, estou aqui!

Amo... Amo... Amo sim, e daí?

terça-feira, 8 de abril de 2008

Perdão... Meu amor...

Perdão, meu amor, perdão minha vida!
Magoei-te tanto, mas foi sem querer!
Perdi o limite... A paz... A calma...
Errei sem notar... Sem perceber!

Perdão, meu doce amor... Querido meu,
Foi um anjo revoltado que passou...
Fez estripulias... Fez-nos sofrer tanto,
Depois sorridente bateu asas e voou!

Perdão, meu amor... Perdão eu peço.
Bota um sorriso nesse rosto amado.
Abre os braços para o nosso abraço,
Com um beijo doce e cheio de pecado.

Não fomos nós os culpados. Foi o amor
Enorme que gritou e se desesperou...
Agora tudo acabou... A paz retornou...
Foi embora o anjo mal que nos arreliou!

Perdão, querido meu... Perdão meu amado!
Se eu te feri profundamente ou maltratei...
Quem ama sempre releva, sempre perdoa,
Não te esquecas... Que sempre te amei...

Perdão, meu adorado... Perdão, perdão!
Mostra-me outra vez teu riso lindo!
Deixa fluir toda a emoção, todo o arrepio...
Um beijo apenas, e tudo estará esquecido!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Mistério Cigano

Olho-te... Fulmino-te... Arrebato-te...
Prendo-te no meu ardiloso mistério...
Esfregando em teu corpo o meu perfume.
Desejo-te e o meu desejo é um caso sério!

Meu olhar profano te invade... Queima-te...
Minha boca vermelha pede beijos, beijos!
Quero por teus caprichos... Ser domada!
Ser a dona dos teus doces sentimentos!

Sou a flor de lótus desta aldeia...
A rainha cigana, a cigana irresistível,
Que não se deixa conquistar à toa...
Resistir ao meu encanto é impossível!

Quero-te para sempre cigano meu...
Quero dias, quero uma vida ao teu lado!
Quero o gosto das tuas noites de verão...
Teu coração, por minhas fitas atado!

Meus cabelos esvoaçam pelo teu rosto,
Meu perfume é estonteante, embriagador.
Vou dançando... Deslizando, planando...
Teu olhar me seguindo cheio de ardor!

As pulseiras tilintam no ar, a bailar...
Minhas saias ondulam sob teu olhar...
A paixão explode num beijo impetuoso.
Meu povo em delírio se põe a festejar!

Agora tudo é alegria, tudo é mágico...
Sou tua... És meu para todo o sempre!
A felicidade será linda constante, perene.
Serei tua amada, meu amado. Eternamente!

sábado, 5 de abril de 2008

Abraçar o Mundo

Minha vontade de abraçar o mundo,
Nasceu comigo, assim sonhei a vida toda.
Poder amar sem medo... Sem censura...
Todos irmanados numa imensa roda!...

Amar... Amar a todos de verdade...
Não ver raça, cultura, credo, profissão...
Nem o micróbio da inveja, do egoísmo...
Cantarmos numa só voz, uma só canção...

Quero abraçar o mundo nas suas dores.
Da guerra não ouvir mais os rumores...
Não ver dos responsáveis a indiferença,
Mas mobilizados grandes pacificadores...

Quero antes de partir, antes do apito final...
Ver crianças felizes... Anciões bem cuidados...
Meu sonho de abraçar o mundo estará realizado,
Partirei feliz deste mundo lindo e abençoado!...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dorme a noite

Dorme a noite em tuas mãos.
Preguiçosa, esquecida, silenciosa.
Impregnada de dor e saudade.
Percorre teu corpo a brisa amorosa,

Das noites insones... Do amor
Louco, posto em versos reais.
Brincando com estrelas luzentes,
Lençóis declamando madrigais...

Dorme tua boca sedenta de beijos,
Tua pele eriçada querendo carinho,
Na perturbadora e longa espera...
Do teu sonhado e quente ninho.

Tua cabeça gira... Gira sem rumo
Certo, buscando uma explicação.
Vai se debatendo em perguntas...
Não há lógica no amor e na paixão!

Apenas noites que dormem em
Infernos vãos, sem qualquer razão.
Quem ama está feliz entre espinhos,
De joelhos, e em eterna adoração!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Ginga Cigana

Dançando vai a cigana... na ginga...
No jogo de cintura... a bailar...
A noite é dela... a festa é para ela...
Sorri... provoca... quer brincar...

Jogar com a vida... com a sorte...
Sem amanhã... sem o que pensar...
Faíscam seus olhos apaixonados...
Ela só quer... mais uma noite enganar.

Morde os lábios... faz a roda gritar...
Ginga a cigana... frenética a bailar!
Enganando todos... arreliando a turba...
Fingindo todos querer... todos amar!

Dançando... seu veneno destila...
Ela se diverte... e a platéia delira...
Todos querem um momento de amor.
Ela dança... e dos homens se vinga...

Na ginga... na cadência bonita...
Espera chegar a bendita madrugada...
Para voar para os braços do amado.
E por ele ser amada... beijada... mimada...

Dançando... girando... gingando...
Vai a cigana pela noite enluarada...
Tremem seus lábios... palpita o coração.
Seu amor chegou!... já é madrugada!...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

ESSA CIGANA

Ah!... Essa cigana festeira e alegre,
Que caminha pelas ruas buscando
Em cada rosto um irmão, um amigo...
Mora comigo,
Faz do meu pranto comédia
E sorri da minha dor...
Dança, canta, esquecida do amanhã,
Porque sabe que o hoje é vida,
E todas as misérias da vida, precisam ser esquecidas...
Irreverente e dócil...
Ama e se entrega enfurecida ao amor!
Um que de místico mora em seus olhos,
Um que de sombrio acompanha seus passos...
Tantas vezes morreu e tantas voltou...
Insiste em ser feliz, viver!
Traz um cigano sonhado no peito,
Louco... fanático de amor...
A noite, percorre todos os recantos dos sonhos,
Traz uma fogueira acesa, enormes labaredas
De fogo em todo seu ser...
Quem entende essa mulher, que vive
Lembrando sua infância, sendo na almaUma criança?...
Trazendo na retina uma
Lágrima brilhante de quem vai chorar ...
E de um salto se põe a dançar...
Feliz como uma mariposa
Na luz da fogueira... rosto
Incandescente, apaixonado,Louca de amor por tudo que a cerca,
Triste e alegre, mistura tudo velozmente!
Quero entendê-la, não encontro respostas...
Acho que nunca alguém a entendeu...
Ela mora em minha alma...
Essa cigana sou eu!

domingo, 6 de maio de 2007

Sua Voz

Essa sua voz que fala dengosa
E que arrepia minha pele...
Que pede com tanta ternura...
Não me deixe jamais!...
Essa voz linda que canta aos
Meus ouvidos... as mais
Ternas canções
De amor e fala do
Desejo... do sonho...
Da alegria de sermos um só!
Meus desejos se derramam,
Vestem-se de fantasias
E correm ao seu encontro...
Num misto de alegria e loucura,desejo, paixão... aventura!
Então esquecidos do mundo,
Nos entregamos completamente...
Com a força de um temporal
E a mansidão de um rio...
Mais uma vez ouço sua doce voz,
Agora exausta, falar de amor...
E nesse momento, sintoque estar no céu é possível!...

sábado, 21 de abril de 2007

Moleque mimado... atrevido

Essa voz macia sussurrando aos meus ouvidos,
Esse dengo de moleque mimado, atrevido....
Essa boca que beija e fala como ninguém...
Esse charme, essa conversa que só você tem...
Essa ânsia de viver, essa risada malandra...
Esse abraço que me arrepia e põe tonta...
Atira-me num profundo abismo de emoções...
Fazendo-me presa fácil...
como você apronta!
Esse cheiro de banho recente e pele suada,
Misturada ao vinho, sua mão, gostosa gargalhada...
A noite, a música suave, esse ar sedutor...
Fantasia, toque, carícia, tanto amor...
Meus sentidos embotados, embriagados,
Se deixam levar, conduzir por seus agrados
Nós dois, a sós, tudo vibra e canta...
Moleque mimado atrevido, como você apronta!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Basta Com Seu Ciúme

Agora chega basta!
Por favor, saia em silêncio, feche a porta...
A dor já está aqui em meu peito,
Seu ciúme deixo-me vazia... morta...
Não diga mais nada, não prometa...
Nada irá mudar em você...
Pense, reflita no quanto me fez sofrer...
Amando seguirei, não sei até quando,
Mas vou, juro... vou lhe esquecer!
Leve suas desconfianças infundadas,
Todas as perguntas e reticências...
Vá por favor, feche a porta...
Agora tudo acabou, valeu, pode crer!
Sofri demais, mas que importa?!...
Leve seu ciúme daqui...
Seus carinhos, seus beijos, seu amor,
Guardarei na lembrança,
Amei de verdade, amei... eu sei...
Vá por favor, leve suas cobranças...
Suas cismas, seus medos e revoltas...
Agora basta, mais nada importa

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Ah Meu Cigano... Eu Já Sabia!...

Ah meu cigano... eu já sabia!...
Conheço teu jeito sem sossego...
Teu temperamento, teu sangue...
Sabia que voltarias para o meu leito
Entre farras e algazarras, na noite...
Sou tua perdição... teu tormento!...
Se vais, voltas logo, sou tua doce fera.
Teu temor, é outro no acampamento!...
Minha boca vermelha te chama...
Minha cintura ondeando te alucina,
Meu cheiro te acende, incendeia...
Sou tua mulher, tua fêmea e menina!
Carta marcada, coringa... -
Seduzindo,Chamando para o amor na madrugada.
Teus desejos se derramam em fogueira,
Bebem meus beijos entre gargalhadas...
Ah... meu cigano... eu já sabia!...
Que outra vez aquela porta cruzaria!
Morto de ciúme... saudade e desejos...
E que do meu corpo... te saciarias...
Sou teu destino, o licor da tua vida...
Te amo, te quero em minha tenda...
Tirando meu baton... nu em pêlo...
Numa melodia de amor estupenda!
Ah... meu amado cigano... eu já sabia...
Do vício, da tua volta na vida minha!...
Por mais que as ciganas te chamem...
Só esta cigana... te adoça e extasia!...

segunda-feira, 2 de abril de 2007

AH!... ESSE SEU JEITO

Ah!... esse seu jeito gostoso de ser...
De me abraçar... acariciar e mimar...
Essa sua volúpia, sem fim, sem freio,
Esse beijo lambido, quente pra danar!
Ah... esse jeito pidão de amar!...
Esse vale tudo gentil e assanhado.
Minha cabeça roda, gira sem parar,
Com esse calor gostoso, despudorado.
Viro criança... anjo... demônio...
Não penso... na loucura esbarro...
Deixo apenas seus lábios vagarem
Em meu corpo, à beira do desmaio...
Tão orgulhoso... tão seguro de si...
Ah... como amo seu jeito leonino...
Teima, berra, esperneia, esbraveja...
Mas muda de idéia... feito um menino...
Como gosto de tudo em você!...
Sua voz gostosa e dependente...
Seu modo doce de ser e sentir...
Seu verso, sua poesia eloqüente!
Ah!... - Como amo você!...

sábado, 31 de março de 2007

"Muitas em mim..."

Quem me acompanha nesta noite?
Quem está do lado de fora de mim...
Quem está dentro do meu peito?...
Quem irá curar esta tristeza sem fim?
Alegrias e emoções tão confusas....
Saudade penetrando os ossos...
Decepções tão devastadoras...
Que carregar...
já não posso...
Quem sou eu... -
Quem sou afinal?
Procuro tanto e não me encontro...
Tantas fustigam a minha memória,
Muitas faleceram no vil confronto...
Quem é esta do espelho....
- Quem é?
Não reconheço esta pessoa, seu olhar...
Ela não se parece comigo... em nada...
Já não sorri, só traz lágrimas a bailar...
Quantas mais irão morrer aqui dentro?
Que comédia ou drama irei representar?
Chega... basta... de dores... de solidão...
De nuvens negras, quero dormir e sonhar!
Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
Que a ternura existe, que o amor é real,
Que toda a maldade será da terra banida,
E poderei ser feliz como qualquer mortal!...

terça-feira, 13 de março de 2007

Somos Almas Gêmeas

Somos... eu sei... almas gêmeas ...
Que se perderam nos confins siderais,
Vagando no mundo da infinita saudade,
Procurando-nos entre pobres mortais...
Tantas idas e voltas... erros e acertos...
Chorávamos o amor... os desencontros...
Bebemos fel... feridos por punhais e fogo...
Vagando entre anjos, demônios e escombros.
Somos... eu sei... almas gêmeas...
Sei... desde o primeiro momento...
Desde o primeiro olhar, primeiro beijo...
Nossa história foi escrita no firmamento...
Reconheci seus olhos... sua voz ...
Seu toque, seu carinho, seu ciúme,
No bilhetinho do tão lindo presente...
No silêncio arrastado, no queixume...
Na tristeza estampada em seu rosto,
No sorriso que ecoa em meus ouvidos.
Na lágrima que me embargou a voz,
Quando confessei o amor escondido...
Nos encontramos outra vez vida minha...
Em caminhos tortuosos, tão diferentes!...
Será que Deus permitirá o nosso amor?
Ou vamos nos separar novamente?...
Não meu amor, não sofra, não pense!
Desta vez, terá que ser para sempre!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

E lá vai a vida... escrevendo em "ão"...

Cansaço... depressão... decepção...
Quantas dores... que terminam em "ão"...
Meu peito está... absurdamente... oco...
Nem sei... se nele... pulsa um coração...
Montanhas íngremes ... escalei...
O afeto foi grande... foi tanto... exagerei!
Mas eu cria que podia... mudar tudo...
Era uma rocha... mas ... desmoronei!
Jamais me deixei vencer... acreditei no
Ser humano... e muito alto.. apostei...
Feridas... bofetadas... hematomas mil...
Quantas lutas ... comigo mesma... travei!
Perdoa... perdoa.. perdoa... meu coração
Pedia... mesmo machucada e maltratada.
Que grande... e árdua batalha... por nada!...
Nunca teria cura... minha alma marcada...
A hipocrisia... é vilã poderosa...
devastando Tudo... é fera que domina... e procria...
Sinceridade... afeição... afeto... carinho...
São fragilidades... levadas pela ventania...
O tempo passa, a vida... velozmente passa...
E a única verdade... é a nossa.
Represada
No nunca mais... no gesto agora tranqüilo...
Aceitando o destino...e sua última cartada...
E lá vai a vida... escrevendo em “ão”...
Gratidão, compreensão, irmão?... -
Ficção!...Utopia perdida na multidão dos sonhos...
Curvando na triste... e derradeira traição...