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domingo, 10 de janeiro de 2010

Por seres, Lua!

Por seres, branca e cheia
Misteriosa e enamorada
Em teia de estrelas cravada
Quedo-me de amor por ti

Por seres luz e emoção
Grandiosa e aventurada
Em amores e canção
Renasço e espero em ti

Por seres flor e melancolia
Radiosa e unissonada
Berço da minha poesia
Aspiro aos segredos de ti

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vejo-te...

Vejo-te em pássaros...
Quando as asas madrepérolas
Se confundem com teus braços
Dos abraços delicados.

Vejo-te em conchas...
Onde escondes tuas sombras
Ocultando teus pecados
Que os tem amaldiçoados.

Vejo-te em mim...
Onde habitas em meu peito
Perpetuados em minha mente
Tal poemas musicados.

Vejo-te ao longe...
Na certeza de estar perto
Quando sinto o doce hálito
Dos teus beijos ofertados.

Vejo-te em versos...
Inspirada em teu semblante
Teu corpo, teu olhar e tua boca
E ao beijar-te como louca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Viver um Conto...

Selados pelo fogo
E a cada dia se ergue
Um sonho onde me jogo

Da tua vida não hei de sair
E das entranhas nada irá parir
Estar contigo é reluzir

Quando te cravo em meus beijos
E me alço aos teus braços
Eternizando este amor

Aquelas flores que encantaram
E colocaste em pedaços de mim
Ficaram tatuadas assim

E como num conto de fadas
Eu, tua rainha e tu, meu rei
Num castelo de prata sonhei

E este sonho que guardei
Gravado em meu corpo
Espera a boca que beijei

E a vida entre nós dois
Quer agora e não depois
Viver um conto de prazer.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Entre Tuas Águas

Mais uma vez parto entre tuas águas
Que me levam ao remanso a estesia
Aos caminhos ausentes das mágoas
Guiados à emoção da minha poesia

Mais uma vez entrego-me as imagens
Ao teu verso que flutua em minh’alma
Que acolhe com os braços às paragens
De um porto de amor e linda paisagem

Mais uma vez me entrego ao teu amor
Sentindo a maresia do teu corpo nu ar
A um infinito olhar meigo e acolhedor
Ao momento doce que embala o amar

Sempre as estrelas e os astros cantarão
A música que só nós conseguimos ouvir
Seguindo os acordes do amor no refrão
Ancorados no manto branco da paixão

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sabes-me Inteira

E ao desbravar
A minha geografia
Sabes-me como o lar
Que te recebe e se perfuma
Com teu chegar

Sabes-me, sentes-me!

Da minha boca,
O tesouro que te acolhe
E por teus beijos se colore
Na rubra cor que suga a dor

Sabes-me, sentes-me!

Da minha cratera rosa
Umedecida de amor
Já ser só tua morada
Resguardada em sabor

Sabes-me, sentes-me!

Dos meus seios de veludo
Como manjares pontudos
Ser o remanso e descanso
Do teu amor e calor

E sabes-me inteira!

Quando ousou me desbravar
Meu olho de colméia gravou
Que os teus, verde jade
A minha aura fotografou

Inevitável

Viver o inevitável

Consciente dessa paixão

Que cresce pouco a pouco

E me alimenta numa ilusão



E é quando me deito

O espírito em magia vagueia

E ao mesmo tempo entremeia

Uma poetisa desnuda a teia



E esta sorte de vida agora

Poderia ser meu maior presente

Algo de bom que se tem e sente

Acaso não te sentisse ausente



E este amor em metáforas

Que demonstro em meus versos

São quimeras de um peito calado

Em sementes de amor aos prados



E tens-me como um azul cristal

Que exala o meu perfume e sal

Lapidando flores num olor fatal

Insano, irreverente e abissal

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Teu Poema

O poema traz o cheiro do mar
A nudez de um lindo luar
Traz na maresia ânsias de amar.

Todo o feitiço contido em teus versos
Renascem os lírios outrora dispersos
Cantados em rimas que fazem chorar.

Vejo tua alma tranqüila e calma
Com tua presença que me transforma
Sustida por versos, um sonho dourar.

Tuas mãos, pétalas que bordam canção
Com versos que versam o som da oração
Transbordo de amor e te ofereço rosas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Perder-me de Amar

Abre-se a noite num lindo luar
A luz faz do meu corpo um êxtase
Olhar perdido eu encontro o mar
Envolvido em ondas de amar


E teus olhos sobrevoam os meus
Como a águia de asas abertas
Prontas para me achar e laçar
E ao infinito ir contigo voar


Levas-me ao alto das montanhas
Onde pássaros de asas coloridas
Cantam e borboletas douradas
Esperam-nos em vôos de sonhar


Envolvidos pela beleza do lugar
Embriagados de tanto nos amar
Meu sonho volta a te encontrar
A luz cintila e perfuma nosso ar


E nos meus sonhos de beleza
Colho flores raras da natureza
Para os teus cabelos enfeitar
E entre eles me perder de amar

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Desejo

Meus êxtases
Àqueles sonhos violeta
Segredos da nossa vida
Aos pedaços, tão dividida!

Que esse tempo não mude
E a voz do pássaro não cale
Na primavera que esvanece
Num ideal fatal de perfume

Esse amor de pulso intenso
Que a luz da lua doce enaltece
É a escultura dum sonho imenso
Nas travessias desse ar denso

Vem já tão próximo rever-te
E esse tempo há de escutar
Meu desejo em querer-te
Na lágrima que levo ao te olhar

E muito breve chegarei...
E essa paixão que me queima
Levarei e encontrarei os espaços
Aos enleios dos nossos abraços

terça-feira, 31 de março de 2009

Guarida

Do meu amor
Tu foste o descobridor
E assim desprotegida
Entreguei-me à tua guarida.

Semente nascida ao vento
Teu amor o meu sustento
Não me deixes nunca partir
Da primavera que hei de seguir.

Necessito teu aconchego
Nos versos que ainda te vejo
Tua presença de luz é vida!
Íntima da minha noite e desejo.

Porque nasceste em mim
E sinto teu corpo e energia
Quando acumulas amor à poesia
E transforma tudo em magia.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um Brilho no Ar!

Vou roubar teu coração
Mesmo que seja uma ilusão
Alimentar-me do teu amor
Como um pequeno beija-flor.

Existe um brilho de tal luz
Que a Lua traga e a mim traduz
Como vindo dos olhos teus
Acariciando com brilhos os meus.

Revelaste um encantamento
Muito esperado neste momento
Quando chegas pra me alegrar
Com a beleza que trazes no ar.

Talvez queira viver este azul
Mesmo que seja no Pólo Sul
Irei brilhar com tua alegria...
Ignorando a minha nostalgia.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

DESMEDIDA SOLIDÃO

Vejo-te! Nebulosa noite
Numa solitária angústia
Que se apodera em açoites
Sem presença, sem sombras,
Num abandono delirante
Que maltrata meu chão.

Toma conta do meu corpo
Com impulsos de cerrar-se em ostras
Na expectativa de agarrar o momento
Poder me libertar me guiar à calmaria
Das areias finas à beira do mar lento
Numa simetria de luz e esplendor.

E a silenciosa escuridão insiste
Crava espinhos no meu coração
Numa inércia de competência
Em colorir meus pensamentos,
Girando sobre mim em riste
E chegar a nenhuma solução.

domingo, 4 de janeiro de 2009

À Flor da Pele

Ouço tua voz... Um canto!
Cantas ao céu, e o mar
Viageiro proclama-o em voz.


Sigo teu rastro... Te acho!
Persigo tua luz, reluz!
O rosto de um sonhar azul.


Sinto tua boca... Te beijo!
Sonho o amor, meu desejo!
Habita-me o corpo... Um porto!


Bordados em nós
Apertados nós, flores de luz!
Cravam-se pedras violeta, em nós.


À flor da pele
Navego ao teu léu... No mar,
Deixo-me penetrar... Te amar!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Meu Guerreiro

Coloco o amor nas flores do altar
Já as macieiras rescendem o lugar
Arrepio o nostálgico som do vento
Aguardo meu guerreiro em silêncio


Ao olhar a janela junto ao céu azul
E no tremular da carpa ao vento sul
Sinto a coragem de um amuleto luz
Como um santuário que de ti reluz


Num fascínio ser tua maiko violeta
Que voa em teu corpo tal borboleta
O quimono vermelho de seda desliza
Sente teu cheiro e nos mimos se alisa


Na delicadeza do meu canto flutuante
Redobro falsetes a tua espera amante
Sinto teus passos de monge ao chegar
O corpo rubra arte a cerimônia do chá

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Seduzida

Seduz, seduz-me e assim seduzida,

Busco o amor em teu corpo de luz

Conduzindo em magia a minha vida

Ao alimento que nutre e me conduz



Meu silêncio invadido em gorjeios

Coração palpita excita amor aos seios

Águas cintilam minhas doces fontes

O amor atravessa felizes horizontes



Teu corpo se faz milagroso em mim

Sinto-o fazendo parte do gozo carmim

Percorro caminhos de sons e magias

Na tela que bordas beijos os meus dias



Seduz-me inteira e vivo eterno torpor

Necessário em mim num misto de dor

Minha sina o eleito de luz que fascina

O perfume que exala da pele e alucina.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Buscar Minha Cura

Olhares tristes perdem-se no mar
Numa angústia que tento disfarçar
Em tentativas alucino tua procura
Ao seduzir-te a buscar minha cura.


Meu corpo frio sem sopros de amor
Traz telas destorcidas, horas de dor.
Uma serpente tentada a me sufocar
Quase apaga teu cheiro e polui o ar.


A porta do beijo cerrou-se dorida
Na música do amor quase esquecida
E na fragilidade num meu momento
Uma nostalgia invade em desalento.


Pouso o beijo em teu corpo de amor
Busco a luz hora aquecer minha dor
Tua luz é a minha alvorada e vida
Teu amor, tua vinda e não tua ida

Fênix

Minha Fênix!
Águia ressurgida para me amar
Renascendo em mim
O amor das lendas.

Iluminando as trevas
Que me consomem em cinzas.

Pássaro de esplendor!
Trouxeste as noites ardentes
Em que me envolves
Com tua plumagem de Sol.

Perpetuaste o encanto
Com teu canto melodia
Oh dono do amor!
Beijaste a aurora
Que me tens viva.

Sustida pelo ar
Sonhos de fada
Meu doce amor
Meu amor, minha poesia!
Fez-me em ti, tua musa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Minha Saudade

A minha saudade é sempre de ti,
Constante e impregnada ela aqui!
É nos meus sonhos onde te revela
E me revela em cores, aos sabores
Doce arco-íris em tela à aquarela

E nessa trama em que penetramos
Como o personagem real e me ama
E aquele pacto de amor à nossa lua
É minha entrega apaixonada e nua
Às tuas mãos que me fizeram tua

E minha saudade é a semente de ti
No beijo que me plantaste, sapoti
Nas marcas que deixaste, tatuadas
No corpo em que vibra tua amada
E na flor que se despetalou calada

Transformação

E é no profundo azul desse meu mundo

Que versejo e te percebo bem no fundo

No imaginário e inefável solfejo a beleza

Unindo o calor das almas a nossa tristeza.



Num grande torpor onde despetala a flor

Por tanto amor e por angustia a uma dor

Vejo-te ali presente em preces e desnudo

Num deus que se transforma em escudo.



Ah, soberano, vira-te tudo, amor amigo

Que canta a melodia e esconde o ciúme

E transforma tudo em sinfonia madrigal

Nas serenatas que ofereces a melancolia.



E é essa melodia que canto nos meus dias

Num sonho tão leve da natureza hoje fria

Onde compensas os desenganos e planos

Transformando em beleza nossos danos.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Blue Moon

Vejo em ti um sumo doce de alegria

E tento nos meus versos por ti elegia

Cantando a natureza dos nossos dias



Tu és vencedor ao amar uma mulher

Pois sabes conduzi-la ao bem querer

Atraindo-a ao teu ninho e assim a ter



Hoje a minha gala é por nosso amor

E nas rosas brancas sei ser a tua flor

Então as levo a saudação da alva cor



Hoje me entrego em flor à fantasia

Quero ser a essência da tua poesia

Á tua própria imagem e sabedoria



E nesta noite levo-te meu glamour

Quero ser a deusa que pousa o nu

As madrepérolas das asas em blue.